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Qatar exporta experiência do Mundial nas vésperas da edição de 2026

Arquivo - Lionel Messi, da Argentina, ergue o troféu após a vitória na final do Mundial de futebol entre Argentina e França, no Estádio Lusail, no Qatar.
FICHEIRO - Lionel Messi, da Argentina, ergue o troféu após vencer a final do Mundial de futebol entre a Argentina e a França, no Estádio Lusail, no Catar Direitos de autor  Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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De Sharifah Fadhilah Alshahab & Aadel Haleem
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Com os adeptos de futebol a preparar-se para o Mundial 2026, o Qatar partilha com os parceiros norte-americanos a experiência de 2022 na organização do maior torneio de futebol do mundo.

A menos de um mês de começar o Mundial de futebol de 2026, cresce a expetativa um pouco por todo o mundo. Pela primeira vez na história, a competição vai acontecer em três países: Estados Unidos, Canadá e México vão acolher um recorde de 104 jogos com 48 seleções.

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Vai ser muito diferente do Qatar 2022, que juntou adeptos de todo o mundo no mais pequeno país de sempre a receber um Mundial. As curtas distâncias no Qatar permitiam aos adeptos assistir a vários jogos no mesmo dia, algo de que muitos ainda guardam boas recordações.

ARQUIVO - Lionel Messi, da Argentina, beija o troféu entregue pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino (à esquerda), sob o olhar do emir do Qatar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani
ARQUIVO - Lionel Messi, da Argentina, beija o troféu entregue pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino (à esquerda), sob o olhar do emir do Qatar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Apesar de o Mundial de 2026 ser maior em todos os aspetos, parte da "receita" usada pelo Qatar para organizar a prova está agora a caminho da América do Norte.

Exportar know-how

Ao abrigo de um acordo entre a FIFA e o Comité Supremo para a Organização e Legado do Qatar, funcionários e outros intervenientes-chave foram destacados do Qatar para cidades anfitriãs em vários pontos dos Estados Unidos e do Canadá, para partilharem a experiência acumulada na organização de um Mundial.

Segundo o diretor-executivo do comité, Jassim Al Jassim, especialistas trabalham na América do Norte desde o mês passado em várias áreas, desde as operações do torneio à preparação das equipas de trabalho, passando pelo envolvimento dos adeptos e pela tecnologia.

"É apenas a continuação de uma parceria com a FIFA que é bem conhecida", afirma Al Jassim. "Continuamos a receber muitos torneios da FIFA, para que essa confiança se possa construir e ir sendo consolidada à medida que avançamos", acrescenta.

FIFA assina memorando de entendimento com o Qatar para partilhar experiência na organização do Mundial
FIFA assina memorando de entendimento com o Qatar para partilhar experiência na organização do Mundial Supreme Committee for Delivery & Legacy

Na cerimónia de assinatura, no início deste mês, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, elogiou o Qatar pelo compromisso e pelo saber-fazer, afirmando que pode "dormir descansado quando sabe que um torneio se disputa aqui".

«Vimos a experiência que o Qatar foi construindo ao longo dos anos na organização de eventos de classe mundial, desde as infraestruturas desportivas aos hotéis, ao aeroporto, aos transportes e às competências das pessoas», disse Infantino.

Um Mundial de que os adeptos ainda falam

Para muitos adeptos, o Qatar 2022 continua a ser um dos torneios mais marcantes dos últimos anos.

Entre eles está Mohammad Mirza, um superadepto de futebol natural do Irão que assistiu a vários jogos durante o torneio. Coberto de pins e outros objetos futebolísticos, Mirza diz que o que mais o impressionou foi a facilidade de circulação e a hospitalidade.

"Havia transportes gratuitos e os estádios ficavam muito perto uns dos outros", recorda. "Num só dia podíamos ver dois jogos, eu próprio fiz isso. Foi mesmo o melhor Mundial."

Superadepto Mohammad Mirza no Mundial do Qatar 2022
Superadepto Mohammad Mirza no Mundial do Qatar 2022 Mohammad Mirza

Para Al Jassim, esses momentos de encontro cultural fazem parte do que torna especial o maior torneio de futebol do mundo: "Do ponto de vista da experiência dos espectadores e dos adeptos, e também numa perspetiva cultural e social, é muito importante que todas estas pessoas se misturem, se conheçam e contactem com a cultura umas das outras", sublinha. "Esse é o poder do futebol."

Infraestruturas pensadas para durar

As autoridades do Qatar dizem que as infraestruturas construídas para o Mundial de 2022 sempre tiveram como objetivo sustentar ambições desportivas futuras.

Adeptos do PSG no Estádio Ahmad Bin Ali durante a Taça Intercontinental da FIFA de 2025
Adeptos do PSG no Estádio Ahmad Bin Ali durante a Taça Intercontinental da FIFA de 2025 Supreme Committee for Delivery & Legacy

O país continua a posicionar-se como um importante polo desportivo mundial, com vários torneios internacionais já no horizonte: "Não é segredo que o Qatar está também na corrida aos Jogos Olímpicos", afirma Al Jassim. "Temos os Jogos Asiáticos em 2030, o Campeonato do Mundo de basquetebol da FIBA em 2027, em 2028 o Campeonato do Mundo de voleibol, por isso creio que o nosso calendário desportivo só vai continuar a crescer nos próximos anos." "Esse foi sempre o objetivo do investimento em infraestruturas: deixá-las como legado duradouro."

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