O organismo da Guardia Civil está desde cedo na sede nacional dos socialistas por causa de um requerimento ligado a pagamentos da "faz-tudo" do PSOE.
A Unidade Central Operativa (UCO) Polícia Judicial da Guardia Civil espanhola entrou na sede nacional do Partido Socialista para realizar uma busca, na sequência de um despacho do juiz Santiago Pedraz, relacionado com uma peça secreta do processo de Leire Díez, a "operacional"do partido investigada por tráfico de influências.
A situação pode evoluir para uma diligência formal de busca.
Os agentes estão desde cedo envolvidos numa operação especial, numa peça autónoma e secreta do processo em torno de Díez, que poderá envolver o ex-presidente da SEPI Vicente Fernández.
Os agentes vão também realizar uma busca à casa de Gaspar Zarrías, figura histórica do socialismo andaluz (antigo vice-presidente da Junta e ex-senador), que admitiu ter sido o responsável pela contratação de Díez.
O juiz investiga, na vertente até agora conhecida do esquema, até que ponto Díez atuava por conta própria ou sob ordens do partido ou do governo.
O antigo procurador do caso Villarejo, Ignacio Stampa, afirma que Díez e Dolset reuniram-se com ele para, segundo eles, "reverter" a situação judicial de Begoña Gómez, companheira do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, recentemente ilibada pela UCO num relatório enviado ao juiz Peinado.
Trata-se de mais um dos processos que envolvem os socialistas e o governo, a par da operação Tibete, o outro caso de alegado tráfico de influências e desvio de fundos públicos que está na ordem do dia e que envolve o antigo primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.
Alberto Núñez Feijóo, líder da oposição, comentou o caso à chegada ao Congresso, ao ser questionado pelos jornalistas antes da sessão de controlo de quarta-feira: "É de uma extrema gravidade que fala por si".
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