Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Sul do Líbano sob fogo: Israel intensifica campanha aérea

Pessoas correm em frente a carros queimados atingidos por um ataque aéreo israelita na cidade portuária de Sídon, no sul do Líbano, 10 de junho de 2026.
Pessoas correm em frente a carros queimados, atingidos num ataque aéreo israelita, na cidade portuária de Sidon, no sul do Líbano, quarta-feira, 10 de junho de 2026 Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
De Sertac Aktan com AP
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Um ataque de madrugada em Nabatiyeh encerrou uma semana de escalada militar, marcada por confrontos diretos entre os EUA e o Irão.

Aviões de guerra israelitas realizaram, na manhã de sexta-feira, um ataque aéreo na zona de Nabatiyeh, no sul do Líbano. A operação provocou uma grande coluna de fumo visível ao longe, numa altura em que as hostilidades continuam a intensificar-se.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O ataque, lançado ao início da manhã, ocorreu após vários dias de violência regional crescente, que devastou comunidades locais e forçou uma parte significativa da população a abandonar as suas casas. Este seguiu-se a uma quinta-feira caótica, em que os Estados Unidos e o Irão trocaram fogo pelo segundo dia consecutivo.

O confronto entre os EUA e o Irão foi desencadeado depois do presidente norte-americano, Donald Trump, ter avisado que Teerão pagaria um preço elevado pelo que Washington classifica como negociações bloqueadas.

Entretanto, os ataques israelitas prolongaram-se pela noite até sexta-feira, em todo o sul do Líbano. Em localidades como Marjayoun e Qlayaa, os residentes continuam a sentir os efeitos das operações militares em curso.

Segundo a AP, as ruas estão quase desertas, com apenas alguns veículos a passar e poucos residentes a caminhar no exterior. Embora algumas lojas continuem abertas, a cada poucos metros surgem edifícios destruídos ou carros carbonizados que recordam o perigo iminente.

Famílias cristãs que optaram por permanecer na zona fronteiriça relatam viver em medo constante, e muitas têm receio de sair à rua para tratar dos afazeres diários.

Sidon e Tiro registam um elevado número de vítimas

Na quinta-feira, um ataque israelita feriu dez membros do pessoal de um hospital na cidade libanesa de Tiro, numa altura em que as operações aéreas visavam várias zonas do sul do Líbano e uma aldeia na região de Baalbek, no leste, longe da fronteira israelita.

Três hospitais sofreram danos em ataques semelhantes desde o início da mais recente guerra entre o Hezbollah e Israel, no início de março.

O conflito agravou-se com uma vaga de ataques mortais na quarta-feira, que começou pouco depois do exército israelita ter advertido os residentes para abandonarem determinadas zonas fronteiriças.

Na tarde de quarta-feira, uma grande coluna de fumo foi vista a erguer-se sobre a aldeia libanesa meridional de Houmin, após ataques dirigidos contra aquilo que o exército israelita descreveu como infraestruturas do Hezbollah.

Mais a oeste, a operação tornou-se mortal, quando um ataque aéreo contra uma aldeia a leste de Tiro matou pelo menos seis pessoas, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, controlada pelo Estado. Foi ainda noticiado que, na quarta-feira, um ataque de drone israelita contra um automóvel na cidade meridional de Sidon matou mais duas pessoas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que todos os ataques de quarta-feira atingiram infraestruturas do Hezbollah e mataram combatentes em Tiro, bem como noutras zonas do sul do Líbano.

Numa mensagem em vídeo divulgada na quarta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que as Forças de Defesa de Israel eliminaram quase 10 000 militantes do Hezbollah e que os militares têm vindo a “limpar de forma sistemática” as forças apoiadas pelo Irão.

Diplomacia bloqueada alimenta escalada militar

O aumento das operações militares ocorre numa altura em que as vias diplomáticas permanecem bloqueadas. Teerão tem insistido que qualquer acordo global para pôr fim à guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel deve também prever o fim imediato dos combates entre Israel e o seu aliado libanês, o Hezbollah.

Em vez disso, Israel intensificou a campanha militar contra o grupo armado, rejeitando as exigências de um cessar-fogo associado a essas condições.

O conflito, que se agravou em março, causou mais de 3 500 mortos e o deslocamento de cerca de um milhão de pessoas no Líbano, segundo os números disponíveis.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Líbano: avisos de Israel provocam êxodo em massa da histórica Tiro

Ataques israelitas matam 14 pessoas no Líbano apesar da ameaça do Irão

Ataques letais israelitas no Líbano agravam escalada de tensão no Médio Oriente