Segundo os média australianos, a família, oriunda da cidade ocidental de Perth, estava de visita a familiares no Paquistão quando ocorreu o incidente.
A polícia matou por engano uma criança australiana no leste do Paquistão, disseram as autoridades esta segunda-feira, com Camberra a pedir uma investigação ao incidente, que feriu também dois familiares da menina.
A polícia da província oriental mais populosa do Paquistão, Punjab, afirmou que agentes que respondiam a um assalto trocaram tiros com suspeitos que mantinham os ocupantes do carro de uma família sob ameaça de arma, na quarta-feira.
"No caos que se seguiu, o agente envolvido avaliou erradamente que os suspeitos tentavam fugir no veículo das vítimas e disparou a arma", indicou o Departamento de Controlo da Criminalidade da Polícia de Punjab.
"Esta decisão errada resultou na morte trágica de Hania, de 10 anos, e em ferimentos no pai e no irmão."
A polícia de Punjab afirmou ter registado uma queixa-crime apresentada pelo pai da vítima e detido o agente envolvido, que foi presente a tribunal e ficou em prisão preventiva.
Os meios de comunicação australianos noticiaram que a família, da cidade ocidental de Perth, estava de visita a familiares no Paquistão quando ocorreu o incidente.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que disse que a criança morta tinha nove anos, afirmou aos jornalistas que o governo "espera transparência e uma investigação adequada a estas circunstâncias".
"Pelo que sei, não só uma menina perdeu a vida, como há também outros membros da família feridos, em circunstâncias de facto muito graves", disse.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Austrália indicou que está a prestar apoio à família de uma cidadã australiana que foi morta e a duas outras pessoas feridas.
A Polícia de Punjab afirmou estar a conduzir "uma investigação exaustiva e imparcial para garantir que a justiça seja feita".
"Lamentamos profundamente esta tragédia. Embora o nosso pessoal atue em contextos de alto risco, não há justificação para qualquer desvio aos nossos protocolos", acrescentou.