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Espanha goleia Arábia Saudita 4-0 e Egito assume a liderança do grupo G

Marc Cucurella, de Espanha, e Feras Albrikan, da Arábia Saudita, disputam a bola no jogo do Grupo H do Mundial, em Atlanta, domingo, 21 de junho de 2026
Marc Cucurella, de Espanha, e Feras Albrikan, da Arábia Saudita, disputam a bola no jogo do Grupo H do Mundial em Atlanta, domingo, 21 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Malek Fouda
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Espanha volta às vitórias e Egito desata nó dos empates no segundo dia dos grupos G e H do Mundial 2026.

O Mundial já vai na segunda semana, com as seleções dos 12 grupos a disputarem pontos decisivos para garantirem presença na fase eliminatória. Três equipas já asseguraram a qualificação: os anfitriões México e Estados Unidos, bem como a poderosa Alemanha.

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A prova já registou algumas surpresas, com seleções a despedir-se da competição após exibições fracas, incluindo uma Turquia recheada de estrelas, vista por muitos como uma das principais outsiders.

No domingo, já na madrugada de segunda-feira, disputaram-se quatro jogos em destaque. A seguir, apresentamos o resumo dos duelos dos grupos G e H.

Espanha - Arábia Saudita

Espanha não demorou a corrigir o que muitos consideraram um arranque desastroso no Mundial, depois do nulo frente à estreante Cabo Verde, na semana passada, apesar de apresentar uma equipa repleta de estrelas, de ter conquistado o título europeu e de ser apontada como uma das principais candidatas ao troféu.

Na segunda jornada, frente à Arábia Saudita, a seleção espanhola mostrou-se decidida e eficaz na finalização, dominando todos os aspetos do jogo, como a posse de bola, a circulação e as ocasiões criadas, goleando o adversário do Golfo por 4-0 num encontro animado.

Mikel Oyarzabal, de Espanha, marca o segundo golo da equipa frente à Arábia Saudita, no jogo do Grupo H do Mundial, em Atlanta, domingo, 21 de junho de 2026
Mikel Oyarzabal, de Espanha, marca o segundo golo da equipa frente à Arábia Saudita, no jogo do Grupo H do Mundial, em Atlanta, domingo, 21 de junho de 2026 Butch Dill/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

A estrela de 18 anos do Barcelona abriu o marcador para La Roja logo aos 10 minutos, após o avançado da Real Sociedad Mikel Oyarzabal cruzar para a área e encontrar Yamal para um desvio fácil, que valeu ao jovem o primeiro golo em Mundiais.

Os 65% de posse de bola da seleção espanhola traduziram-se em oportunidades sucessivas para a equipa ibérica, que encontrou Oyarzabal aos 21 e 24 minutos. O experiente avançado da Liga espanhola não perdoou nas duas primeiras ocasiões de que dispôs e fixou o 3-0 antes do intervalo.

Na segunda parte, o guião manteve-se: Espanha continuou a pressionar e a jogar em ataque continuado, sem permitir à Arábia Saudita ganhar controlo ou inverter o rumo do encontro.

Adeptos da Arábia Saudita festejam durante o jogo do Grupo H do Mundial frente à Espanha, em Atlanta, domingo, 21 de junho de 2026
Adeptos da Arábia Saudita festejam durante o jogo do Grupo H do Mundial frente à Espanha, em Atlanta, domingo, 21 de junho de 2026 Erik S.Lesser/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

O mais recente reforço do Real Madrid, contratado ao Chelsea, Marc Cucurella rematou de primeira após um canto, aos quatro minutos da segunda parte; a bola ainda desviou num defesa saudita antes de entrar, ampliando ainda mais a vantagem confortável de Espanha.

La Roja ainda chegou a festejar novo golo, já nos instantes finais, por intermédio de Ferran Torres, do Barcelona, mas, após análise do vídeo-árbitro (VAR), o lance foi anulado por fora de jogo e o resultado fixou-se nos 4-0.

Bélgica - Irão

O segundo jogo do dia colocou a Bélgica, do Grupo G, frente à República Islâmica do Irão, em Los Angeles.

Depois de um dececionante 1-1 com o Egito na estreia, a Bélgica procurava somar três pontos fundamentais para garantir a passagem à fase a eliminar, depois da má campanha no Mundial do Catar 2022, em que caiu logo na fase de grupos.

Saleh Hardani, do Irão, disputa a bola com Leandro Trossard, da Bélgica, no jogo do Grupo G do Mundial em Inglewood, Califórnia, perto de Los Angeles, domingo, 21 de junho de 2026
Saleh Hardani, do Irão, disputa a bola com Leandro Trossard, da Bélgica, no jogo do Grupo G do Mundial em Inglewood, Califórnia, perto de Los Angeles, domingo, 21 de junho de 2026 Gregory Bull/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

O Irão vinha igualmente de um empate, 2-2, no primeiro jogo frente à Nova Zelândia, deixando todo o grupo nivelado com um ponto para cada seleção.

A Bélgica pareceu ter o controlo durante grande parte do encontro, mas acabou por não conseguir traduzir o domínio em golos e teve de se contentar com um nulo frente ao Irão, apesar de ter rondado os 70% de posse de bola, somado 22 remates em 90 minutos – sete deles enquadrados com a baliza – e completado quase 600 passes, cerca do dobro do registo iraniano.

Thomas Meunier, da Bélgica, cabeceia a bola perante Mohammad Mohebbi, do Irão, no jogo do Grupo G do Mundial em Inglewood, Califórnia, perto de Los Angeles, domingo, 21 de junho de 2026
Thomas Meunier, da Bélgica, cabeceia a bola perante Mohammad Mohebbi, do Irão, no jogo do Grupo G do Mundial em Inglewood, Califórnia, perto de Los Angeles, domingo, 21 de junho de 2026 Andre Penner/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

A expulsão do defesa Nathan Ngoy, que derrubou um avançado iraniano depois de um erro que o deixou isolado na cara do golo, prometia complicar a vida aos Diabos Vermelhos, obrigados a jogar cerca de meia hora em inferioridade numérica.

Mesmo em desvantagem numérica, o experiente médio e figura do Manchester City Kevin De Bruyne continuou a criar oportunidades, mas a combinação de alguma infelicidade e falta de eficácia impediu a Bélgica de concretizar.

O árbitro Dario Herrera mostra o cartão vermelho a Nathan Ngoy, da Bélgica, no jogo do Grupo G do Mundial em Inglewood, Califórnia, perto de Los Angeles, domingo, 21 de junho de 2026
O árbitro Dario Herrera mostra o cartão vermelho a Nathan Ngoy, da Bélgica, no jogo do Grupo G do Mundial em Inglewood, Califórnia, perto de Los Angeles, domingo, 21 de junho de 2026 Jayne Kamin-Oncea/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

A Bélgica soma agora dois pontos, os mesmos do Irão, mas ocupa o terceiro lugar devido à diferença de golos. O último jogo da fase de grupos está marcado para a próxima semana, frente à Nova Zelândia, num encontro que deverá ser decisivo para a qualificação.

Uruguai - Cabo Verde

Cabo Verde continua a surpreender na primeira participação num Mundial, ao empatar 2-2 com a histórica seleção do Uruguai, primeira campeã do mundo, num jogo intenso.

O arquipélago de 10 ilhas adiantou-se no marcador aos 21 minutos, com um livre direto de muito longe da área, colocado de forma irrepreensível ao canto inferior direito.

Maximiliano Araújo restabeleceu a igualdade um pouco mais de 20 minutos depois, ao cabecear para a baliza após uma primeira tentativa ter acertado no poste e a bola ter ficado à sua mercê.

Maxi Araújo, do Uruguai, marca o primeiro golo da equipa no jogo do Grupo H do Mundial frente a Cabo Verde, em Miami Gardens, Flórida, domingo, 21 de junho de 2026
Maxi Araújo, do Uruguai, marca o primeiro golo da equipa no jogo do Grupo H do Mundial frente a Cabo Verde, em Miami Gardens, Flórida, domingo, 21 de junho de 2026 Marta Lavandier/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

A seleção uruguaia ganhou embalo e, poucos minutos depois, voltou a marcar, já aos 6 minutos do tempo de compensação da primeira parte.

Agustín Canobbio concluiu uma jogada rápida e bem desenhada, aparecendo solto na área para, com um simples toque, desviar a bola para lá do alcance do guarda-redes.

Hélio Varela, de Cabo Verde, celebra o segundo golo da equipa frente ao Uruguai, no jogo do Grupo H do Mundial em Miami Gardens, Flórida, domingo, 21 de junho de 2026
Hélio Varela, de Cabo Verde, celebra o segundo golo da equipa frente ao Uruguai, no jogo do Grupo H do Mundial em Miami Gardens, Flórida, domingo, 21 de junho de 2026 Marta Lavandier/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

Após o intervalo, o Uruguai procurou ajustar a estratégia, privilegiando a solidez defensiva, mas um Cabo Verde paciente não se precipitou, manteve a pressão e acabou por forçar o erro decisivo da seleção sul-americana.

O defesa uruguaio Mathías Olivera, num momento de desatenção, fez um passe displicente para uma zona perigosa, longe de qualquer companheiro. O erro obrigou o guarda-redes Fernando Muslera a sair rapidamente da baliza para tentar fechar o espaço a Hélio Varela, de Cabo Verde, que se lançara à bola solta.

Agustín Canobbio, do Uruguai, reage após o jogo do Grupo H do Mundial frente a Cabo Verde, em Miami Gardens, Flórida, domingo, 21 de junho de 2026
Agustín Canobbio, do Uruguai, reage após o jogo do Grupo H do Mundial frente a Cabo Verde, em Miami Gardens, Flórida, domingo, 21 de junho de 2026 Rebecca Blackwell/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

Varela conseguiu passar por Muslera já fora da área e atirou para a baliza desguarnecida, fazendo o 2-2.

Depois disso, Cabo Verde recuou para um bloco baixo e conseguiu segurar o resultado durante a meia hora final, impedindo novo avanço do Uruguai no marcador.

Egito - Nova Zelândia

O segundo jogo do Grupo G da noite começou já de madrugada, na segunda-feira, com Egito e Nova Zelândia a entrarem em campo sabendo que um triunfo os colocaria na liderança, após o empate entre Irão e Bélgica.

A Nova Zelândia entrou melhor, criou perigo desde os primeiros minutos e obrigou o guarda-redes egípcio Mostafa Shobeir a várias defesas importantes ainda antes dos 10 minutos.

O guarda-redes do Egito Mostafa Shoubir sofre um golo de Finn Surman, da Nova Zelândia, na primeira parte do jogo do Grupo G do Mundial em Vancouver, Canadá, domingo, 21 de junho de 2026
O guarda-redes do Egito Mostafa Shoubir sofre um golo de Finn Surman, da Nova Zelândia, na primeira parte do jogo do Grupo G do Mundial em Vancouver, Canadá, domingo, 21 de junho de 2026 Darryl Dyck/Darryl Dyck/The Canadian Press via AP

O domínio acabou por dar frutos aos 15 minutos, quando o defesa Finn Surman saltou mais alto que toda a defesa e, de cabeça, na sequência de um pontapé de canto, inaugurou o marcador no duelo do Grupo G, colocando a Nova Zelândia em vantagem e a ditar o ritmo do jogo.

Até ao intervalo, as duas equipas trocaram ataques, mas sem eficácia na finalização, mantendo-se o 1-0 a favor da Nova Zelândia à entrada para a segunda parte.

Omar Marmoush, do Egito, e Finn Surman, da Nova Zelândia, disputam a bola durante a primeira parte do jogo do Grupo G do Mundial em Vancouver, Canadá, domingo, 21 de junho de 2026
Omar Marmoush, do Egito, e Finn Surman, da Nova Zelândia, disputam a bola durante a primeira parte do jogo do Grupo G do Mundial em Vancouver, Canadá, domingo, 21 de junho de 2026 Ethan Cairns/Ethan Cairns/The Canadian Press via AP

Na segunda parte, o jogo mudou por completo: o Egito assumiu o comando, aumentou a posse de bola, rematou mais e passou a controlar as operações.

A recompensa chegou cerca de 15 minutos após o reinício do jogo. O lateral Mohamed Hany fez um cruzamento para a área, onde surgiu o médio Mostafa Zaky, conhecido por Ziko, que cabeceou a bola, que passou entre as mãos do guarda-redes Max Crocombe, garantindo o empate para os Faraós.

O avançado do Liverpool e veterano da Premier League, Mohamed Salah, deu, pela primeira vez, vantagem ao Egito, após uma jogada de entendimento com Ziko, que lhe deixou espaço na área. O talismã egípcio não precisou de muito: colocou a bola no canto inferior esquerdo da baliza e fez o 2-1 aos 67 minutos.

Mohamed Salah, do Egito, celebra o golo com o companheiro Mostafa Ziko, no jogo do Grupo G do Mundial em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, domingo, 21 de junho de 2026
Mohamed Salah, do Egito, celebra o golo com o companheiro Mostafa Ziko, no jogo do Grupo G do Mundial em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, domingo, 21 de junho de 2026 Darryl Dyck/Darryl Dyck/The Canadian Press via AP

Quinze minutos depois, Salah voltou a destacar-se ao marcar o canto que encontrou Mahmoud Trezeguet; o médio cabeceou com força para o canto inferior esquerdo e ampliou para 3-1.

O Egito continuou a carregar e esteve perto do quarto golo já nos instantes finais, quando Ahmed Sayed, conhecido como Zizo, ficou isolado após ultrapassar o guarda-redes. Porém, ao tentar ajustar o corpo para rematar com o pé preferido, deu tempo ao guardião para recuperar a posição e evitar novo golo.

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