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Mais de 300 cães vítimas de maus-tratos resgatados em megaoperação

Cães resgatados pelo IRA em Amarante
Cães resgatados pelo IRA em Amarante -  Direitos de autor  Facebook IRA
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De Ana Filipa Palma
Publicado a •Últimas notícias
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Uma casa albergava mais de 300 cães em condições indignas. A denúncia partiu do Grupo de Intervenção e Resgate Animal (IRA), que já classificou a operação como "o maior resgate de cães do país".

Na terça-feira, ao final da tarde, realizou-se uma megaoperação de resgate de cães no concelho de Amarante.

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A ação foi levada a cabo pelo IRA (Intervenção e Resgate Animal), sob coordenação da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), com o apoio da GNR.

Segundo uma fonte da GNR, em declarações à agência Lusa, a operação foi uma resposta a um pedido de colaboração urgente da DGAV, efetuado na segunda-feira à noite.

As equipas esperavam encontrar cerca de 50 cães. Contudo, foram resgatados mais de 300 animais que viviam em pequenas jaulas e gaiolas. "Viviam no meio dos dejetos, da urina, doentes, com a alimentação em cima dos próprios excrementos", descreveu à SIC Tomás Pires, presidente da direção do Núcleo de Intervenção e Resgate Animal.

Vários cães rodeados de dejetos
Vários cães rodeados de dejetos Facebook IRA

O grupo de intervenção denunciou, na sua página de Facebook, uma atividade que alegadamente estaria relacionada com a criação de animais para venda. "Animais a viver nestas condições com um único propósito: o comércio de raças da moda procuradas nas mais diversas plataformas online e lojas. Fêmeas transformadas em máquinas de reprodução para um negócio altamente lucrativo", lê-se na publicação.

Foram encontradas centenas de animais de companhia de diversas raças, entre as quais yorkshires, pinschers, bulldogues franceses e cavaliers, segundo o IRA.

O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, em declarações à RTP, descreveu o cenário como perigoso para a "saúde pública" e adiantou que o espaço possuía licença para habitação, mas que esta situação era desconhecida pelas autoridades. "Daí a estupefação de todos nós. Como é que era exercida esta atividade naquelas condições? É efetivamente um caso que dá que pensar", afirmou à RTP.

O IRA pede agora ajuda a associações de proteção animal, bem como a particulares que tenham condições para acolher os animais ou contribuir para as "despesas com alojamento (hotéis caninos), cuidados veterinários continuados e alimentação".

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