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Zelenskyy diz que Ucrânia voltou a atacar refinaria russa de Ufa

Imagem de vídeo que alegadamente mostra um incêndio na refinaria russa de Ufa, 1 de julho de 2026
Imagem de vídeo que alega mostrar um incêndio na refinaria russa de Ufa, 1 de julho de 2026 Direitos de autor  X/@ZelenskyyUa
Direitos de autor X/@ZelenskyyUa
De Gavin Blackburn
Publicado a Últimas notícias
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Drones e mísseis desenvolvidos e fabricados na Ucrânia têm atingido há meses instalações petrolíferas russas, incluindo refinarias, terminais, depósitos e estações de bombagem de oleodutos.

As forças ucranianas voltaram a atingir, pela segunda vez numa semana, a grande refinaria de petróleo de Ufa, na Rússia, anunciou o presidente Volodymyr Zelenskyy esta quarta-feira.

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A refinaria de Ufa é um dos maiores produtores de lubrificantes da Rússia e fica a mais de mil quilómetros da Ucrânia, explicou Zelenskyy numa publicação na rede X.

“É uma resposta totalmente justa a tudo o que a Rússia está a fazer contra nós. É preciso paz, e é precisamente isso que a liderança russa tem de compreender”, escreveu Zelenskyy.

O presidente ucraniano escreveu ainda que “a Rússia tem de pôr fim à sua guerra" e que já teve todas as oportunidades para o fazer. "Agradeço a cada combatente ucraniano que garante a precisão dos nossos ataques de longo alcance", escreveu.

Zelenskyy acrescentou que a Ucrânia atingiu também uma fábrica de componentes de mísseis na região russa de Penza, a sudeste de Moscovo, cerca de 500 quilómetros da Ucrânia.

Rússia não confirma ataques

As autoridades russas não confirmaram os ataques, que não puderam ser verificados de forma independente.

O Ministério da Defesa russo informou ter intercetado 179 drones ucranianos sobre 16 regiões russas, a anexada Crimeia e as águas dos mares de Azov e Negro.

O governador de Penza, Oleg Melnichenko, limitou-se a afirmar que os destroços de drones abatidos danificaram uma linha elétrica e caíram sobre um edifício em construção.

Os ataques de longo alcance quase diários contra infraestruturas petrolíferas russas provocaram uma crise de combustíveis e aumentaram a pressão política sobre o Kremlin, numa altura em que a invasão em grande escala da Ucrânia entra no quinto ano.

No domingo, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu pela primeira vez que o país enfrenta um “determinado défice” de combustíveis, à medida que a Ucrânia continua a atacar infraestruturas energéticas.

“Vemos os problemas, estamos conscientes deles e estamos a responder-lhes, mas garantiremos certamente a segurança do país e dos nossos cidadãos, bem como a inviolabilidade das fronteiras da Rússia”, afirmou Putin num discurso.

Ucrânia diz que ataques com drones travam avanço russo

Drones e mísseis desenvolvidos e produzidos na Ucrânia têm vindo a atingir, há meses, instalações petrolíferas russas, incluindo refinarias, terminais, depósitos de armazenamento e estações de bombagem de oleodutos.

Muitas regiões da Rússia, um dos maiores produtores de energia do mundo, introduziram racionamento de combustíveis.

Segundo responsáveis ocidentais, a Ucrânia desenvolveu novo armamento e ganhou vantagem nos últimos meses. Os ataques a vias de abastecimento atrás da linha da frente retiraram dinamismo ao exército russo no campo de batalha, acrescentam responsáveis e analistas.

“Os russos têm agora grandes dificuldades em levar infantaria para a linha da frente e em a abastecer”, declarou na quarta-feira o ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov.

Bombeiros extinguem um incêndio numa estação de serviço após um ataque aéreo russo em Sumy, 25 de junho de 2026
Bombeiros extinguem um incêndio numa estação de serviço após um ataque aéreo russo em Sumy, 25 de junho de 2026 Ukrainian Emergency Service via AP/Ukrainian Emergency Service via AP

Ataques aéreos russos diminuem

Entretanto, a Rússia lançou menos drones e mísseis contra a Ucrânia em junho em relação ao mês anterior, segundo uma análise da agência AFP a dados da força aérea ucraniana divulgada esta quarta-feira, numa altura em que Kiev intensifica os seus próprios ataques de retaliação contra a Rússia.

Moscovo lançou 5 749 drones e 180 mísseis contra a Ucrânia em junho, menos 29% e 15%, respetivamente, do que em maio, após vários meses de ataques aéreos recorde contra o país vizinho.

Ao longo da guerra, a Rússia tem vindo a bombardear a Ucrânia com salvas diárias de drones e mísseis, que atingem civis ucranianos e infraestruturas energéticas fundamentais.

Os ataques de junho causaram mortos civis em várias cidades.

Um atingiu um mosteiro protegido pela UNESCO, no centro de Kiev, incendiando o telhado de uma catedral emblemática.

Lança-foguetes pesado lança-chamas russo TOS-1 Solntsepyok dispara em direção a posições ucranianas, 30 de junho de 2026
Lança-foguetes pesado lança-chamas russo TOS-1 Solntsepyok dispara em direção a posições ucranianas, 30 de junho de 2026 AP Photo

A diminuição do número total de ataques em junho ocorreu numa altura em que a Ucrânia intensificou as suas próprias ofensivas contra a Rússia, que descreve como justa retaliação.

Kiev tem como principais alvos instalações de processamento e exportação de petróleo, como refinarias, depósitos e portos, mas reivindica também ataques bem-sucedidos contra fábricas militares.

No mês passado, afirmou que as suas forças tinham atingido uma fábrica que produz componentes essenciais para mísseis Iskander na cidade russa de Voronej, no sudoeste do país, indicando que o ataque iria “degradar significativamente a capacidade da Rússia de fabricar novos mísseis”.

Na semana passada, Zelenskyy afirmou nas redes sociais que aprovou uma “operação de influência” de 40 dias contra a Rússia “destinada a obrigá-la a pôr fim à guerra”.

Outras fontes • AP, AFP

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