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Calor em Portugal: incêndios já mobilizaram mais de mil operacionais

Calor em Portugal: incêndios já mobilizaram mais de mil operacionais
Calor em Portugal: incêndios já mobilizaram mais de mil operacionais Direitos de autor  AP Photo
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De Diana Rosa Rodrigues
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Desde a meia-noite até às 15h00 de quinta-feira foram mobilizados para incêndios rurais no continente 1995 operacionais e centenas de meios. Proteção Civil contabiliza 62 ocorrências durante essas horas. Incêndio em Vouzela permanece ativo "em zona complexa" e preocupa autoridades.

Com o país em alerta devido à onda de calor, o território nacional começou já a registar os primeiros grandes incêndios da temporada. De acordo com a Proteção Civil, desde a meia-noite até às 15h00 desta quinta-feira foram contabilizadas 62 ocorrências, algumas delas durante a noite.

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É o caso do grande incêndio que lavra por esta altura no concelho de Vouzela. De acordo com Mário Silvestre, comandante Nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o fogo teve início pelas 3h00 da madrugada e continua "em curso numa zona bastante complexa". De acordo com os dados do site da Proteção Civil, às 16h15 o incêndio mobilizava 303 operacionais, 90 meios terrestres e quatro meios aéreos.

Além de Vouzela, lavravam às 16h14 mais quatro incêndios rurais: dois em Vila Nova de Famalicão, um no Montijo e outro em Ourém. Mais de 500 operacionais combatem as chamas no terreno, apoiados por mais de 140 viaturas e 10 meios aéreos.

De acordo com o comandante da ANPC, as ocorrências registadas desde a meia-noite mobilizaram um total de 1995 operacionais, 537 meios terrestres e 62 meios aéreos.

A ANPC aumentou o nível do estado de prontidão especial para dois e três no país, estando estudar a hipótese de colocar todo o território do continente no nível três durante o dia de amanhã.

Mário Silvestre garantiu que o dispositivo está a ser reforçado, nomeadamente ao nível do pré-posicionamento ao longo do país, "sobretudo, nas zonas de maior impacto" do risco de incêndio. O dispositivo de meios aéreos também foi reforçado, estando "dois helicópteros da Força Aérea já empenhados no incêndio de Vouzela".

A ANPC garante que "todas as medidas de antecipação foram tratadas" mas pede cautela e responsabilidade à população. "Temos de reforçar a necessidade de comportamentos seguros", afirmou Mário Silvestre.

O comandante da ANPC indicou que as condições de combate ao fogo são desfavoráveis e que nem a noite deverá ajudar os bombeiros.

"A janela de oportunidade que durante a noite nos dá maior capacidade de extinção dos incêndios, esta noite (2 de julho) e na noite de 3 para 4, vai ser bastante reduzida", explicou o comandante, reforçando que "a previsão de severidade e o potencial de incêndio em algumas regiões do país vai atingir o seu máximo às 23 horas" na noite desta quinta-feira.

Onda de calor: IPMA fala em "episódio prolongado no tempo"

Numa conferência de imprensa onde falaram vários agentes de Proteção Civil, também o IPMA deixou o alerta para uma onda de calor severa e prolongada.

"As temperaturas vão atingir os 40 graus ou até valores superiores em algumas regiões", explicou Jorge Ponte, indicando que a situação "é transversal a todo o continente".

Além das temperaturas altas durante o dia também as noites vão ser complicadas, "com temperaturas superiores a 20 graus e algumas superiores até a 25 graus", nomeadamente nas regiões da grande Lisboa e do Porto.

O IPMA explicou que a atual onda de calor será um "episódio muito prolongado no tempo". "Estamos a prever que esta onda de calor dure até dez dias nas regiões do interior, sendo que nas regiões do litoral poderá terminar um pouco mais cedo", explicou Jorge Ponte.

"É praticamente uma semana com temperaturas permanentemente elevadas, com condições muito desfavoráveis para o combate aos incêndios", indicou o especialista, que disse ainda que os índices de humidade serão baixos, mesmo durante a noite, com vento forte, principalmente nas próximas horas. "É um quadro meteorológico é extremamente complexo", reforçou.

Portugal em situação de alerta

O Governo português declarou situação de alerta e todo o território continental, que entra em vigor às 00h00 de sexta-feira, dia 3 de julho, e prolonga-se até às 23h59 de segunda-feira, dia 6 de julho.

"A declaração decorre da elevação do estado de alerta especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação ao risco de incêndio, previsto pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em grande parte do território continental", indicou o executivo em comunicado.

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