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Irão: chefe da diplomacia confirma que Israel planeou atacar negociadores de Teerão

FOTO DE ARQUIVO: Ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, chega para se encontrar com o homólogo iraquiano, Fouad Hussein, em Bagdade, 28 de junho de 2026
ARQUIVO: Ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi chega para se reunir com o homólogo iraquiano Fouad Hussein em Bagdade, 28 de junho de 2026 Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Peter Barabas
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O chefe da diplomacia iraniana confirmou notícias dos EUA de que Washington alertou Teerão para possíveis alvos israelitas entre os principais negociadores nas conversações de abril em Islamabad, que resultaram no acordo‑quadro assinado a 17 de junho.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, confirmou informações da comunicação social de que responsáveis em Washington acreditam que Israel poderá ter tentado matar os principais negociadores do Irão, numa tentativa de sabotar as conversações de cessar-fogo com os Estados Unidos que estavam previstas para decorrer no Paquistão.

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As conversações em Islamabad, mediadas em parte pelo vice-presidente norte-americano JD Vance, conduziram ao acordo-quadro que o Irão e os Estados Unidos assinaram em 17 de junho para pôr termo ao conflito.

Os dois países encontram-se agora num cessar-fogo alargado de 60 dias, destinado a permitir que as partes negociadoras cheguem a um acordo final.

Os jornais The New York Times e The Washington Post noticiaram que a preocupação de Washington com ameaças contra Araghchi e o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, aumentou durante as negociações de abril, ao ponto de os Estados Unidos terem pedido aos aliados regionais que alertassem Teerão para a possibilidade de Israel visar os dois responsáveis.

Washington e Teerão não mantêm relações diplomáticas formais desde 1980 e comunicam habitualmente através de intermediários, razão pela qual o alerta norte-americano foi transmitido por aliados regionais em vez de ser enviado diretamente.

Em março, o The Wall Street Journal avançou igualmente que Israel poderá ter incluído Araghchi e Ghalibaf numa lista de alvos durante a campanha de ataques contra altos responsáveis iranianos, mas que mais tarde os terá retirado temporariamente dessa lista.

Em entrevista à televisão estatal iraniana, na sexta-feira, Araghchi afirmou que tinha conhecimento da ameaça. Questionado sobre porque viajou para o Paquistão apesar disso, respondeu: “Somos iranianos, não tememos a morte pela nossa nação”.

“Os cobardes atacam pelas costas. Fomos em nome da paz regional. Agora vê-se quem é o verdadeiro cancro”, acrescentou Araghchi.

O The New York Times relatou que o Irão adotou medidas de segurança extraordinárias para proteger os seus negociadores nessa altura.

Quando Ghalibaf viajou para Islamabad para se encontrar com Vance, aviões de combate paquistaneses escoltaram o avião da delegação iraniana desde a fronteira iraniana até Islamabad e no regresso, segundo o relato.

Na viagem de regresso, o avião iraniano efetuou uma aterragem de emergência em Mashhad, devido a uma ameaça militar israelita, segundo a mesma fonte, o que levou a delegação de Ghalibaf a seguir para Teerão por estrada.

A guerra com o Irão começou em 28 de fevereiro, quando ataques norte-americanos e israelitas contra Teerão provocaram a morte do aiatola Ali Khamenei e de vários altos responsáveis.

Os governos dos Estados Unidos e de Israel não se pronunciaram diretamente sobre as alegações relativas a um plano de assassínio.

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