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Israel vai realizar eleições a 27 de outubro num teste à liderança de Netanyahu

primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, à direita, e a mulher, Sara Netanyahu, votam nas legislativas israelitas em Jerusalém, segunda-feira, 2 de março de 2020
Primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu (à direita) e a esposa, Sara Netanyahu, votam nas legislativas israelitas em Jerusalém, segunda-feira, 2 de março de 2020 Direitos de autor  AP Photo/Atef Safadi
Direitos de autor AP Photo/Atef Safadi
De Orestes Georgiou Daniel
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Israel realiza eleições legislativas a 27 de outubro, a última data permitida por lei. O mandato atual da Knesset termina a 17 de julho.

O parlamento de Israel anunciou que o país vai realizar eleições nacionais a 27 de outubro, a última data permitida por lei. O escrutínio é amplamente visto como um referendo à liderança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, desde o rebentar da guerra em Gaza, em 2023.

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A Knesset (parlamento israelita) deverá terminar o atual mandato a 17 de julho, permitindo à coligação no poder cumprir, pela primeira vez em décadas, uma legislatura completa de quatro anos.

"Dado que se espera que a atual Knesset cumpra o seu mandato na íntegra e que a próxima eleição geral já está fixada por lei para 27 de outubro, sem intenção de encurtar a duração da legislatura, não há necessidade de aprovar uma Lei de Dissolução da Knesset nos moldes habituais", indicou o parlamento.

Netanyahu, de 76 anos, é já o primeiro-ministro com mais tempo em funções no país, após vários mandatos no cargo. O governante declarou a intenção de se recandidatar.

O executivo liderado por Netanyahu, uma das coligações mais à direita da história do país, tem acelerado a aprovação de uma série de propostas de lei, numa tentativa de reforçar a sua aliança e entrar nas eleições em posição de força.

No mês passado, o primeiro-ministro israelita afirmou que pretendia "formar um amplo governo de unidade nacional, não um governo de direita, nem um governo de esquerda que dependa de partidos árabes, mas um amplo governo de unidade nacional".

Este diálogo com o outro lado do espectro político é amplamente visto como uma tentativa de recentrar a campanha na unidade nacional e não na ideologia.

No entanto, sondagens recentes mostram que a maioria dos israelitas quer a sua saída do cargo, com o antigo chefe de Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, a emergir como principal rival.

A opinião pública israelita foi em grande medida crítica do cessar-fogo que pôs termo à guerra que Israel e os Estados Unidos lançaram contra o Irão no final de fevereiro. Muitos consideraram o acordo entre Teerão e Washington desfavorável para Israel.

Persiste igualmente o descontentamento com as falhas de segurança durante o mandato do governo de Netanyahu, em torno dos ataques de 7 de outubro de 2023 do grupo militante palestiniano Hamas contra o sul de Israel.

Outras fontes • AFP

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