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Petroleiro atingido por “projétil desconhecido” no Estreito de Ormuz, afirma o exército britânico

Petroleiros e navios de carga são vistos no golfo de Omã, ao longo das rotas marítimas entre o estreito de Ormuz e o mar Arábico, terça-feira, 16 de junho de 2026
Petroleiros e navios de carga são vistos no golfo de Omã, ao longo das rotas marítimas que ligam o estreito de Ormuz ao mar Arábico, terça-feira, 16 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Emma De Ruiter
Publicado a Últimas notícias
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A televisão estatal iraniana afirmou que um navio-tanque de gás natural liquefeito foi atacado na terça-feira no Estreito de Ormuz, ao largo de Omã, após ignorar avisos, sugerindo que Teerão lançou o ataque contra um navio que transportava gás natural do Qatar

O petroleiro, que navegava ao largo da costa de Omã, no Estreito de Ormuz, incendiou-se na madrugada de terça-feira, após ter sido atingido por um projétil, segundo o exército britânico.

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O centro United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) indicou que o navio tinha sido atingido perto de Limah, em Omã, no estreito. Segundo o UKMTO, o projétil atingiu o bombordo da embarcação quando esta tentava seguir para sul, saindo do estreito em direção ao Golfo de Omã.

"Um petroleiro comunicou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado esquerdo da embarcação, o que provocou um incêndio, enquanto navegava para sul", escreveu o UKMTO na rede social X.

A entidade adiantou ainda que não houve impacto ambiental decorrente do ataque e que as autoridades estão a investigar o incidente.

Mais tarde, a televisão estatal iraniana afirmou que um navio-tanque de gás natural liquefeito foi alvo de um ataque, depois de ter ignorado avisos.

Segundo o relato, que cita fontes anónimas, Teerão terá levado a cabo o ataque contra um navio que transportava gás natural do Catar.

No entanto, a República Islâmica não reivindicou oficialmente a autoria do ataque.

Na quinta-feira passada, o comando conjunto das forças armadas iranianas advertiu que todos os petroleiros que atravessam o estreito devem usar as rotas aprovadas por Teerão.

"Qualquer incumprimento, desvio da rota designada ou desrespeito pelos protocolos de navegação da República Islâmica do Irão no Estreito de Ormuz será enfrentado com uma resposta imediata e contundente por parte das Forças Armadas, colocando em risco a segurança das embarcações infratoras", podia ler-se no comunicado iraniano.

O texto acrescentava que qualquer interferência das forças norte-americanas no estreito "seria alvo de uma reação rápida e decisiva".

No âmbito de um acordo provisório, o Irão e os Estados Unidos da América concordaram em permitir a passagem dos navios sem pagamento de taxas durante 60 dias. No entanto, Teerão insistiu em controlar as rotas das embarcações e em cobrar posteriormente direitos de passagem, o que rompe com décadas de prática nesta via marítima.

Os Estados Unidos e vários estados árabes do Golfo afirmam que não aceitarão que o Irão cobre pela passagem pelo estreito. Uma iniciativa de Omã e de uma agência das Nações Unidas para abrir uma nova rota junto à costa de Omã desencadeou anteriormente ataques por toda a região do Médio Oriente, evidenciando as tensões existentes.

Outras fontes • AP

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