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Irão despede-se de Khamenei enquanto novos ataques colocam cessar-fogo à prova

Enlutados transportam o caixão do falecido líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, para o santuário do Imã Ali, em Najaf, no Iraque, quarta-feira, 8 de julho de 2026.
Enlutados transportam o caixão do falecido líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, para o santuário do Imã Ali, em Najaf, no Iraque, quarta-feira, 8 de julho de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Anmar Khalil
Direitos de autor AP Photo/Anmar Khalil
De Emma De Ruiter
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O caixão coberto pela bandeira de Khamenei foi levado para o santuário do Imã Reza, em Mashhad, enquanto uma multidão rezava, sem aparecer o filho e sucessor Mojtaba.

Foi sepultado, esta sexta-feira, o antigo líder supremo iraniano, aiatola Ali Khamenei, no último de seis dias de cerimónias fúnebres, numa altura em que dois dias de ataques dos Estados Unidos e do Irão alimentaram receios de um regresso à guerra total.

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O "corpo do líder mártir da Revolução Islâmica foi enterrado na sala memorial do santuário do Imã Reza", informou a estação estatal IRIB.

O caixão de Khamenei, coberto pela bandeira, foi levado em ombros para o interior do santuário do Imã Reza, na sua cidade natal de Mashhad, no leste do Irão, enquanto uma multidão aguardava no exterior e acompanhava as orações.

O enterro ocorreu após um segundo dia de ataques de retaliação entre Washington e as forças de Teerão, com responsáveis iranianos a indicarem que bombardeamentos dos Estados Unidos causaram pelo menos 17 mortos e com os meios de comunicação estatais a referirem que um dos ataques visou uma linha ferroviária entre Teerão e Mashhad.

A República Islâmica afirmou ter retomado ataques contra interesses norte-americanos no Kuwait, Bahrein e Qatar, enquanto as sirenes também soaram na Jordânia, onde os militares disseram ter intercetado oito mísseis lançados a partir do Irão.

Khamenei foi morto, juntamente com familiares próximos, no primeiro dia da guerra norte-americana e israelita contra o Irão, a 28 de fevereiro. O enterro, em Mashhad, foi acompanhado com atenção, à procura de sinais do seu sucessor, Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde que foi nomeado.

Os caixões do falecido líder religioso do Irão, o aiatola Ali Khamenei, e de membros da sua família, durante as cerimónias fúnebres em Mashhad.
Os caixões do falecido líder religioso do Irão, o aiatola Ali Khamenei, e de membros da sua família, durante as cerimónias fúnebres em Mashhad. Mohammad Hasan Salavati/Shahraranews via AP

Estiveram presentes no santuário o presidente do parlamento e principal negociador nas conversações com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf, o poderoso presidente do Supremo Tribunal, Gholamhossein Mohseni Ejei, e o filho mais velho de Khamenei, Mostafa Khamenei, com algumas figuras de topo a chorarem junto ao caixão de Khamenei, segundo mostraram as imagens da televisão estatal.

Mas, tal como nos outros dias das cerimónias fúnebres, não houve qualquer sinal de Mojtaba Khamenei que, desde que foi designado como sucessor, apenas comunicou através de declarações escritas e terá ficado ferido nos ataques de 28 de fevereiro.

Khamenei liderou o Irão durante quase 37 anos antes de ser morto nos bombardeamentos aéreos norte-americanos e israelitas que desencadearam a guerra.

Os cortejos fúnebres começaram no sábado passado, com as autoridades a encerrarem ruas, o espaço aéreo e a interromperem a vida quotidiana em Teerão e noutras cidades, enquanto multidões prestavam homenagem ao homem que durante décadas liderou o Irão com mão-de-ferro, em confronto com o Ocidente.

Trump afirmou na quarta-feira que o acordo provisório de cessar-fogo estava "terminado". Disse que permitiria que as negociações continuassem, mas considerava que os negociadores estavam a "perder o seu tempo".

As negociações para chegar a um acordo final estavam previstas para começar após o funeral de Khamenei.

As conversações deverão centrar-se nas questões mais difíceis, incluindo a reabertura total do estreito e a reversão do programa nuclear contestado de Teerão.

Outras fontes • AFP

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