Com esta vitória, alcançada graças a dois golos apontados na reta final do encontro, os campeões em título garantem presença na final de domingo, em East Rutherford, Nova Jérsia, frente à Espanha, que bateu a França.
A Argentina está apurada para a final do Mundial depois de vencer a Inglaterra por 2-1 em Atlanta, esta quarta-feira. Mais uma vez, a seleção argentina virou o resultado já perto do final, numa altura em que, ao minuto 85, a Inglaterra ainda vencia por 1-0.
Os golos da Albiceleste foram marcados por Enzo Fernández, aos 85 minutos, e por Lautaro Martínez, já em tempo de compensação (90+2).
"Sonhei com isto, juro. Disse ao Alexis (Mac Allister) que ia marcar. Disse-lhe que ia entrar e que íamos ganhar", afirmou Martínez. "Posso dizer-vos que esta equipa continua a mostrar do que é capaz."
Antes disso, Anthony Gordon tinha adiantado a Inglaterra, aos 55 minutos, e o capitão Harry Kane desabafou: "Trabalhámos imenso para chegar aqui. Os rapazes deram sangue, suor e lágrimas. Ficar aquém como ficámos é simplesmente devastador".
A vitória dos campeões em título coloca-os na final de domingo, em East Rutherford, Nova Jérsia, frente à Espanha, que, na terça-feira, derrotou a França (2-0).
À medida que o jogo avançava, os ingleses limitavam-se a segurar a vantagem. O guarda-redes Jordon Pickford fez defesas decisivas e Mac Allister atirou de cabeça ao poste, numa fase em que a Argentina atacava em ondas sucessivas.
Do outro lado, a estrela argentina Lionel Messi serviu Fernández, que fez o golo do empate, de fora da área, a cinco minutos dos 90'. E, no arranque do tempo de descontos, Messi cruzou para Martínez, que cabeceou, livre de marcação, para o golo do triunfo.
A seleção sul-americana parece encontrar sempre forma de dar a volta, como já se tinha visto em jogos frente a equipas como Cabo Verde e Egito.
Esta quarta-feira, as substituições do selecionador inglês, Thomas Tuchel, pareceram ter mais como objetivo defender a vantagem do que fechar o jogo com mais um golo.
"A Argentina arriscou mais, jogou com mais ritmo, jogou talvez com a sensação de que já não tinha nada a perder, o que os libertou e nos travou, porque passámos de repente a jogar com a sensação de que tínhamos muito a perder", analisou Tuchel.
A Argentina soma já três títulos mundiais, conquistados em 1978, 1986 e, mais recentemente, em 2022, quando bateu a França nos penáltis.