A informação avançada pelo jornal The Times de que o presidente da FIFA terá oferecido a realização da final do Mundial de 2030 em Casablanca, em troca de apoio por parte de Marrocos, foi já desmentida pela instituição.
Segundo o jornal britânico The Times, Gianni Infantino terá proposto a Marrocos a possibilidade de acolher a final do Mundial de 2030. O jogo seria disputado em Casablanca, no futuro estádio Hassan II, com capacidade para 115.000 espetadores. A notícia surge num momento especialmente delicado para o presidente da FIFA, que está a sofrer uma perda de apoios na sequência do fracasso da sua proposta para privatizar 20% das receitas do torneio. A última figura a pedir a demissão de Infantino foi Luís Figo.
De acordo com o jornal britânico, a decisão teria uma importante componente política. Marrocos consolidou-se como um dos principais aliados de Infantino e será a sede do próximo Congresso da FIFA. O Times defende que o apoio de Rabat é fundamental para a permanência do dirigente à frente da organização, cuja próxima eleição presidencial está prevista para 18 de março.
A FIFA acaba de desmentir esta notícia: "É falso e enganador afirmar que o presidente da FIFA tenha feito qualquer promessa relativamente à sede da final do Campeonato do Mundo da FIFA de 2030. A FIFA tomará uma decisão na devida altura", assinalou o organismo internacional.
Marrocos desempenha um papel fundamental na estratégia de Infantino no seio da FIFA, uma vez que faz parte da Confederação Africana (CAF), a segunda com maior peso eleitoral, com 54 votos, apenas atrás da UEFA.
Após os recentes acontecimentos em Ceuta, vários políticos de esquerda em Portugal e Espanha estão a apelar à exclusão de Marrocos. Depois de o partido Livre, em Portugal, ter endereçado uma carta aberta ao primeiro-ministro e ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol nesse sentido, foi a vez do partido espanhol Sumar ter tido um gesto semelhante com as instâncias espanholas.