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Incêndio em Saragoça destruiu já 15.400 hectares

Imagem de arquivo, incêndios em Espanha, julho de 2026
Imagem de arquivo: incêndios em Espanha, julho de 2026 Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Jesús Maturana
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Dois grandes incêndios, em Saragoça e Guadalajara, mantêm Espanha em sobressalto. Nenhum está controlado e centenas de pessoas continuam desalojadas, enquanto as equipas de combate às chamas enfrentam o vento e o calor.

Aragão e Castela-La Mancha acordaram este sábado com a mesma preocupação da véspera: os dois grandes incêndios que fustigam os seus territórios continuam sem ser dominados e as previsões para as próximas horas não deixam muito espaço para o otimismo entre os bombeiros.

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O que começou na quarta-feira como um foco em Orés acabou por se transformar, quatro dias depois, no incêndio florestal mais destrutivo de 2026 em território espanhol. Os números provisórios apontam para uma área ardida em torno das 15.400 hectares, com um perímetro que ronda os 60 quilómetros.

A boa notícia, se assim se puder chamar, é que os Bombeiros conseguiram travar o fogo às portas de Luesia, evitando que as chamas entrassem na zona urbana. A má é que a frente continua activa e agora preocupa a aproximação a Biota, outro município da comarca.

Tal como já aconteceu em Orés, Asín, Malpica de Arba e Uncastillo, além da localidade navarra de Petilla de Aragón, a evolução do vento continuará a marcar o ritmo dos próximos dias.

Guadalajara regista quase 530 desalojados

Em La Mierla, na Serra Norte de Guadalajara, o cenário também não melhora. O fogo obrigou à saída de 529 moradores distribuídos por onze municípios e já devastou vários milhares de hectares. Um dos flancos mais vigiados neste momento é o que avança em direcção a Semillas, onde as equipas concentram esforços em proteger habitações antes de as chamas chegarem ao núcleo habitado.

As estradas da zona permanecem cortadas por precaução e a Proteção Civil continua a enviar avisos ES-Alert para os telemóveis dos residentes próximos, com a instrução de se manterem afastados do perímetro do incêndio.

Clima adverso dificulta trabalho das equipas de extinção

O denominador comum de ambos os incêndios é a dificuldade adicional provocada pelo clima. As temperaturas elevadas, um vento instável e terreno escarpado em alguns troços estão a complicar o trabalho quer das equipas terrestres, quer dos meios aéreos destacados.

Nem em Saragoça nem em Guadalajara o perímetro foi dado como consolidado, o que obriga a manter ativos os dispositivos de emergência, sem margem para aliviar a vigilância.

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