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Shakira lidera espetáculo histórico no intervalo da final do Campeonato do Mundo

Shakira atua no intervalo da final do Mundial de futebol entre Espanha e Argentina em East Rutherford, Nova Jérsia, a 19 de julho de 2026
Shakira atua no intervalo da final do Mundial de futebol entre Espanha e Argentina em East Rutherford, Nova Jérsia, em 19 de julho de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
De Rafael Salido
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A primeira atuação musical durante o intervalo de uma final de um Mundial juntou Shakira, Madonna, BTS, Justin Bieber, Coldplay e Gustavo Dudamel. Espetáculo prolongou a pausa até à meia hora e chegou, por momentos, a eclipsar a própria partida.

O primeiro espetáculo durante um intervalo da história de um final de um Campenato do Mundo transformou a pausa do Espanha-Argentina num megaevento musical, ao estilo da Super Bowl. A FIFA juntou no estádio MetLife de Nova Iorque-Nova Jérsia algumas das maiores estrelas da música internacional e prolongou o intervalo até perto da meia hora, para dar espaço a uma produção sem precedentes.

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Coordenado por Chris Martin, vocalista dos Coldplay, o espetáculo levou ao palco Shakira, que interpretou o hino oficial do Mundial, “Dai Dai”. Participaram também, entre outros, Madonna, BTS e Justin Bieber, que adaptou a letra do tema “Everything Hallelujah” para cantar "it's the world cup hallelujah".

No evento participou também o maestro venezuelano Gustavo Dudamel, acompanhado pela Filarmónica de Nova Iorque e pela Orquestra Sinfónica Simón Bolívar, numa presença pouco habitual de música clássica num espetáculo deste tipo.

A operação exigiu um cenário complexo, que foi montado sobre o relvado, o que prolongou o intervalo para além dos 15 minutos habituais, seguindo o modelo dos grandes eventos desportivos norte-americanos.

A IFAB (International Football Association Board) desaconselha pausas tão longas, mas o regulamento específico do Mundial permitiu alargar o intervalo para facilitar as atuações, o desmantelamento do palco e a preparação do relvado antes da retoma do jogo.

Além da componente artística, a FIFA enquadrou o espetáculo na sua campanha solidária com a Global Citizen para angariar fundos destinados a projetos educativos em todo o mundo.

A final, disputada com o estádio cheio onde os bilhetes chegaram aos 35 000 euros, consolidou a aposta do organismo em transformar o jogo mais importante do futebol num grande evento de entretenimento, com o objetivo de atrair novos públicos.

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