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Tango ou flamenco? Argentina e Espanha preparam "dança" da final

Final do Mundial: Espanha - Argentina em Nova Iorque
Final do Mundial: Espanha - Argentina em Nova Iorque Direitos de autor  Canva AI
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De Cristian Caraballo
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"De manhã café, à tarde, golo". Albiceleste procura defender o título, bordar a quarta estrela na camisola e pôr Espanha a dançar ao som do tango de Messi. La Roja, por seu lado, quer repetir o título de 2010 e fazer a equipa de Scaloni dançar ao ritmo das sevilhanas de Rodri.

A pista de dança já está pronta. Argentina e Espanha marcam encontro para tentar pôr o adversário a dançar ao ritmo que o outro ditar este domingo 19 de julho às 17:00 (hora local), 20:00 em Lisboa. Messi frente a Rodri, milanesa contra paelha, tango contra flamenco. É a primeira vez na história que o atual campeão da América (e do Mundo) defronta o atual campeão da Europa.

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Este domingo, partilham a pista pela coroa mundial. Uma equipa que se move ao compasso da improvisação e do desequilíbrio; outra que prefere marcar o passo, contar os tempos e nunca sair do compasso.

Duelo em Nova Iorque

Ambas as seleções sabiam que, para se divertirem, como diz Bad Bunny, com encanto e com requinte, é preciso ir a Nova Iorque. Espanha chegou à final com um tempo controlado, quase de academia de dança: 2-0 a França, penálti de Oyarzabal e remate de Porro logo a abrir o segundo tempo, sem um passo em falso.

A Argentina, pelo contrário, meteu-se numa milonga daquelas que se dançam à beira do abismo. Estava a perder com a Inglaterra até ao minuto 85, empatou por Enzo Fernández e virou o resultado nos descontos com Lautaro Martínez, após um passe de Messi que foi puro floreio. O tango argentino, mais uma vez, salvou-se no último giro.

Os números confirmam que cada um dança à sua maneira. A Argentina apresenta-se como o ataque mais goleador do torneio, 19 golos, puro arrojo e dribles que partem cinturas. Espanha, como a defesa menos batida, apenas um golo sofrido, a disciplina de quem nunca perde o compasso.

Se a Argentina ganhar, será a primeira seleção a repetir título desde o Brasil dos anos 50 e Messi dançará a sua terceira final mundial, algo que antes só o brasileiro Cafu tinha conseguido. Se Espanha vencer, pendurará a segunda estrela 16 anos depois da África do Sul, desta vez sem a vertigem de 2010 e com Rodri a marcar o ritmo desde o meio-campo. E é que ambas as equipas nos ensinaram a gostar e a dançar.

Baile inesquecível

Luis de la Fuente não parece disposto a mudar os passos que o trouxeram até aqui: Unai Simón na baliza; Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella a desenhar a linha defensiva; Rodri e Fabián Ruiz a segurar o compasso no centro; e na frente, Dani Olmo, Álex Baena e Lamine Yamal a dançar em redor de Oyarzabal.

O problema é que a bailarina mais jovem da equipa chega com uma dúvida física. Yamal falhou o último treino com uma ligadura na coxa esquerda, depois de um golpe sofrido na meia-final frente à França. Para já nada de grave, mais precaução do que outra coisa, mas a imagem bastou para deixar toda a concentração espanhola em sobressalto a três dias do baile mais importante das suas carreiras.

Scaloni, do outro lado, tem o seu grupo praticamente definido: Dibu Martínez na baliza; Molina (ou Montiel), Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico atrás; De Paul, Paredes, Enzo Fernández e Mac Allister no meio; e na frente, a dupla de dança que há anos se entende sem precisar de se olhar: Messi e Julián Álvarez.

O Mundial 2026 termina com um confronto entre uma força imparável e um objeto inamovível. Estes encontros de futebol são uma festa que um dia acaba e, para muitos, tem sido um baile inesquecível.

Apito a cargo de um esloveno

Se há alguém capaz de mudar o ritmo desta final, é o esloveno Slavko Vinčić, o árbitro designado pela FIFA para dirigir o encontro.

Com 46 anos e mais de 16 épocas na elite europeia, apresenta-se com um currículo que impõe respeito: dirigiu a final da Liga dos Campeões de 2024 entre Real Madrid e Borussia Dortmund e a final da Liga Europa de 2022 entre Eintracht Frankfurt e Rangers.

Neste Mundial já arbitrou três jogos, entre eles o México-Equador, a prestação que acabou por convencer a FIFA a confiar-lhe a grande final. Para os argentinos, o seu nome não traz propriamente boas recordações. Foi o árbitro da derrota face à Arábia Saudita por 2-1 que abriu o Mundial do Qatar 2022 com a maior surpresa do torneio, um jogo em que o VAR anulou um golo a Messi e dois a Lautaro Martínez.

Para os espanhóis, a memória mais recente é outra: a expulsão de Camavinga, do Real Madrid, nos quartos de final da Champions frente ao Bayern, uma decisão que, para muitos, não deixou uma imagem bonita.

Acompanham-no os seus compatriotas Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič como assistentes, com o jordano Adham Makhadmeh como quarto árbitro. Se algo se complicar, será Vinčić a decidir se a festa continua a soar ou se a música pára.

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