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Trump ameaça os houthis com “punição militar severa” após ataques a petroleiros sauditas no Mar Vermelho

ARQUIVO: Um simpatizante dos Houthis entoa slogans enquanto transporta uma réplica de um foguete durante uma manifestação em Sana'a, no Iémen, na sequência dos ataques aéreos
ARQUIVO: Um simpatizante dos Houthis entoa slogans enquanto transporta uma réplica de um foguete durante uma manifestação em Sana'a, no Iémen, na sequência dos ataques aéreos Direitos de autor  AP Photo/Osamah Abdulrahman, Arquivo
Direitos de autor AP Photo/Osamah Abdulrahman, Arquivo
De Evelyn Ann-Marie Dom
Publicado a Últimas notícias
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Os houthis afirmaram ter atacado dois petroleiros sauditas que violavam o seu bloqueio de Bab el-Mandeb, o que levou o presidente dos EUA a advertir que seria infligida uma “punição militar severa” tanto ao Irão como aos houthis caso se verificassem novos ataques.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou os houthis com “uma punição militar severa” depois de o grupo militante do Iémen, apoiado por Teerão, ter afirmado na quinta-feira ter atacado dois petroleiros sauditas que transitavam pelo Mar Vermelho.

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“Os EUA responsabilizarão o Irão, na medida em que os houthis são um substituto e/ou representante do Irão, e será infligida uma punição militar severa ao Irão e, claro, aos próprios houthis” caso os rebeldes lancem novos ataques, afirmou Trump na sua rede social Truth Social.

Trump afirmou no início desta semana que os EUA iriam tomar medidas contra os houthis caso o transporte marítimo e as exportações de energia ficassem em perigo devido a um potencial bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb, a estreita passagem para o Mar Vermelho por onde normalmente passam cerca de 12% do comércio mundial — incluindo um quarto do tráfego global de contentores.

No início desta semana, os houthis — oficialmente conhecidos como Ansar Allah — afirmaram ter fechado o Estreito de Bab el-Mandeb à navegação ligada à Arábia Saudita, em retaliação ao bloqueio imposto pelo reino ao Iémen e a um recente ataque ao aeroporto internacional de Sana’a, a capital iemenita controlada pelos rebeldes.

O grupo escreveu no Telegram, na quinta-feira, que tinha “realizado uma operação militar de grande envergadura contra dois petroleiros sauditas que violaram o bloqueio”, identificando as embarcações como o Encelia e o Layla.

Anteriormente, o organismo britânico de monitorização da segurança naval UKMTO tinha informado que um projétil atingiu um petroleiro no Mar Vermelho, ao largo da Arábia Saudita, na quarta-feira

"O comandante de um petroleiro relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido, o que provocou um incêndio a bordo que a tripulação está neste momento a combater", referiu num comunicado.

EUA realizam ataques contra o Irão pela 12.ª noite consecutiva

A alegação dos houthis surge no momento em que os EUA anunciaram a 12.ª noite consecutiva de ataques contra alvos no Irão.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou num comunicado que as suas forças tinham levado a cabo ataques contra vários alvos militares iranianos na noite de quarta-feira, incluindo meios marítimos, instalações de armazenamento de mísseis e drones, postos de vigilância costeira e meios de defesa aérea.

"Os ataques prejudicam ainda mais a capacidade do Irão de atacar marinheiros civis e navios comerciais", acrescentou o CENTCOM.

Os EUA também partilharam imagens de vídeo nas redes sociais que parecem mostrar os ataques.

Mais uma frente na guerra do Irão

Os houthis tinham anunciado na segunda-feira que iriam impor um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, em retaliação ao bloqueio imposto ao Iémen e a um recente ataque ao Aeroporto Internacional de Sanaa.

A medida ameaçou outra via navegável vital para o transporte marítimo global, suscitando receios de uma nova escalada do conflito regional.

Bab el-Mandeb, na ponta sul da Península Arábica, é a porta de entrada para o Mar Vermelho, por onde normalmente passam cerca de 12% do comércio mundial. Um quarto do comércio global de contentores transita pelo estreito de 32 quilómetros de largura, de e para o Canal do Suez.

Um encerramento obrigaria os navios a seguir a rota muito mais longa em torno do Cabo da Boa Esperança, acrescentando duas a três semanas às viagens entre a Ásia e a Europa e aumentando drasticamente os custos de transporte marítimo.

Pelo menos nove petroleiros alteraram o rumo após o anúncio do bloqueio pelos houthis, revelaram dados marítimos, incluindo três navios que tinham carregado petróleo no terminal de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho.

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