O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que as suas forças atingiram um terminal de exportação na região oeste de Rostov, bem como instalações petrolíferas em Yaroslavl e na Udmúrtia, longe da linha da frente.
A Ucrânia lançou centenas de drones contra a Rússia esta segunda-feira, visando instalações de exportação e de energia, numa campanha para manter a pressão sobre a capacidade de guerra russa.
“Na noite passada, os nossos ataques de longo alcance foram eficazes na região de Rostov. Foi atingido um terminal de exportação a cerca de 250 quilómetros da linha da frente”, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, numa publicação no Facebook.
“Ataques em profundidade também visaram instalações petrolíferas na região de Yaroslavl e na República de Udmúrtia, a 1.300 quilómetros da fronteira estatal da Ucrânia”, acrescentou.
Responsáveis russos informaram que cinco pessoas morreram nos ataques em Rostov, entre as quais uma criança. As autoridades acrescentaram que a ofensiva provocou incêndios em vários edifícios, incluindo um bloco de apartamentos e armazéns.
Na região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, drones ucranianos feriram 12 pessoas, entre as quais duas crianças, e incendiaram um prédio de apartamentos, indicaram as autoridades regionais.
A Ucrânia intensificou, nos últimos meses, os ataques de retaliação contra a Rússia, em parte para pressionar Moscovo a ir para a mesa das negociações após quase quatro anos e meio de guerra.
Embora Kiev tenha atingido cidades russas tão distantes como os Urais e a Sibéria, os danos concentraram-se sobretudo em infraestruturas energéticas, sendo raras as mortes tão longe no interior da Rússia.
Drones ucranianos atingiram também 14 instalações energéticas na Crimeia ocupada pela Rússia nos últimos três dias, segundo Robert Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia.
Os ataques continuados da Ucrânia contra a infraestrutura energética russa provocaram cortes significativos de eletricidade, faltas de combustível e perturbaram a vida quotidiana mais do que em qualquer outro momento da ofensiva russa, que dura há mais de quatro anos.
A Ucrânia afirma que os seus ataques de retaliação visam enfraquecer a máquina de guerra de Moscovo e obrigar o Kremlin a negociar o fim dos combates.
Ucrânia: nove mortos em ataques russos
Entretanto, ataques russos em várias regiões da Ucrânia mataram pelo menos nove pessoas no último dia, segundo autoridades regionais.
Duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na região de Zaporíjia, onde as forças russas atacaram 45 localidades perto da linha da frente.
Em Kharkiv, uma mulher de 40 anos foi morta e, em Chernihiv, duas pessoas, incluindo uma criança, morreram num raro ataque em plena luz do dia que atingiu um supermercado.
De acordo com a força aérea ucraniana, a Rússia atacou a Ucrânia durante a noite com 147 drones de ataque de longo alcance.
O relatório indica que 123 drones foram abatidos ou neutralizados por interferência, enquanto 21 causaram danos em sete locais.
O mês passado foi o mais mortífero para civis na Ucrânia desde abril de 2022, devido ao aumento dos ataques de longo alcance de Moscovo contra cidades e localidades em todo o país, segundo as Nações Unidas.