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Chuva intensa faz pelo menos 13 mortos nas Filipinas

Homem atravessa as cheias provocadas pelas fortes chuvas sazonais de monção na aldeia de Bagong Silangan, na cidade de Quezon, em 10 de agosto de 2026
Homem atravessa cheias provocadas por fortes chuvas sazonais de monção na aldeia de Bagong Silangan, na Cidade Quezon, em 10 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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As Filipinas, primeiro grande território voltado para a cintura de ciclones do Pacífico, são atingidas por cerca de 20 tempestades e tufões por ano.

Chuvas intensas durante nove dias, equivalentes a mais de um mês de precipitação em algumas zonas, provocaram cheias, deslizamentos de terras e acidentes que causaram pelo menos 13 mortos no norte das Filipinas,segundo os números dados pelos serviços de emergência esta segunda-feira.

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As chuvas, agravadas por tempestades tropicais, levaram ao encerramento de escolas e serviços públicos em toda a ilha principal do arquipélago, Luzon, e inundaram ruas na capital, Manila.

Quatro das mortes ocorreram na estância montanhosa de Baguio, quando uma encosta encharcada desabou sobre várias casas, matando quatro moradores, disse o responsável municipal pela gestão de catástrofes, Charles Carame, à agência AFP.

As equipas de salvamento escavavam entre os escombros à procura de pelo menos mais seis pessoas que continuavam desaparecidas um dia depois do incidente, acrescentou.

O meteorologista estatal Dan Villamil afirmou que, na estância turística situada quatro horas a norte da capital, a chuva já era 47% superior ao normal para todo o mês. “A precipitação registada entre 1 e 9 de agosto foi mais elevada em Baguio, com um acumulado de 1 413,2 milímetros”, disse, acrescentando que a média habitual da cidade para o mês é de 963,2 milímetros.

perações de busca e salvamento um dia depois de várias casas terem ficado soterradas por um deslizamento de terras
perações de busca e salvamento um dia depois de várias casas terem ficado soterradas por um deslizamento de terras AP Photo

Algumas zonas da região metropolitana de Manila registaram chuva equivalente a cerca de 90% de um agosto típico, acrescentou.

Deslizamentos de terras causaram a morte de outras seis pessoas noutras partes de Luzon, enquanto outra se afogou, uma foi atingida pela queda de uma árvore e outra morreu eletrocutada, de acordo com um balanço dos serviços de proteção civil.

Embora a chuva intensa continuasse a cair no início da noite de segunda-feira, o ministro das Obras Públicas, Vince Dizon, afirmou em conferência de imprensa que as águas das cheias estavam a recuar: “As nossas intervenções continuam, mas precisamos mesmo de corrigir anos e décadas de obras defeituosas de mitigação de cheias”, disse Dizon aos jornalistas, numa referência a um escândalo em torno de falsos projetos de controlo de cheias que custaram milhares de milhões de dólares aos contribuintes.

As Filipinas são a primeira grande massa terrestre na rota dos ciclones do Pacífico. O arquipélago é atingido, em média, por 20 tempestades e tufões por ano, deixando milhões de pessoas em zonas vulneráveis a catástrofes, já em situação de pobreza, num estado ainda mais frágil.

Os cientistas afirmam que as alterações climáticas provocadas pelo ser humano estão a tornar os fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes, prolongados e intensos.

Outras fontes • AFP

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