Granada, Colômbia, Indonésia, Japão... nas últimas semanas várias regiões do mundo registaram sismos. O Instituto Andaluz Universitário de Geofísica e Prevenção de Desastres Sísmicos divulga conselhos básicos. Eis as principais orientações
A prevenção, tal como no caso de catástrofes naturais como os incêndios que devastam a Península Ibérica todos os verões, é fundamental para salvar vidas em zonas de elevada intensidade sísmica, como a bacia de Granada, no setor central das Béticas Orientais.
É o que sublinha o instituto da Universidade de Granada dedicado à análise deste fenómeno, que publicou uma série de recomendações para antes e depois de se sentir um terramoto como o que acaba de atingir a província de Granada.
Os especialistas recomendam um plano prévio para evitar improvisar quando ocorrer um eventual episódio sísmico. Deve haver em casa kits de primeiros socorros, lanternas, rádios e pilhas, além de ser claro onde se cortam os fornecimentos básicos, uma vez que uma instalação elétrica danificada pode provocar estragos adicionais nos edifícios. Qualquer elemento pesado que não esteja devidamente fixado à parede pode representar um perigo.
Cortar a água, o gás e a eletricidade, não usar o elevador, afastar‑se de janelas ou candeeiros e manter a calma são fatores decisivos para sair de um sismo sem danos de maior.
Durante o sismo, é essencial manter a calma: estatisticamente, tratar‑se‑á de um episódio sem magnitude suficiente para representar um perigo para a vida. Isto é importante porque ocorrem vários acidentes quando as pessoas tentam entrar ou sair de edifícios durante os terramotos. Deve esperar‑se que o abalo termine antes de ponderar sair do local onde se está.
O mais importante, no interior, é proteger a cabeça: procure abrigo debaixo de mesas ou cadeiras se o abalo for forte, por exemplo. É fundamental manter‑se afastado de objetos, paredes ou janelas que nos possam ferir durante o episódio.
Se estiver no exterior, afaste‑se dos edifícios e não entre em nenhum: podem ocorrer réplicas que acabem por os danificar por completo. Se estiver a conduzir quando se der o abalo, pare o carro onde o trânsito o permita e permaneça no interior. Se estiver numa zona próxima da costa, dirija‑se para um local elevado e afastado e esteja atento às mensagens das autoridades: pode ser emitido um alerta de tsunami.
Quando o fenómeno terminar, se considerar que é mais seguro sair do edifício, nunca o faça pelo elevador e use as escadas. O estado das fendas nas construções indicará a gravidade do sucedido. Se tiverem uma largura superior a 3 milímetros e surgirem em padrão diagonal ou em forma de escada, a estrutura está em risco; não entre no edifício ou saia assim que puder, com calma.
Depois de se afastar da zona e permanecer num local onde não haja risco de lhe caírem em cima blocos ou escombros, deve avaliar‑se se a casa se mantém no seu eixo ou se ficou inclinada em relação aos edifícios vizinhos, se o passeio em frente apresenta danos e qual o estado dos postes de iluminação próximos.
Em seguida, deve examinar‑se a fachada para verificar a existência de eventuais fendas: as mais perigosas são diagonais e com uma largura entre um e três milímetros. Se forem inferiores a um milímetro, trata‑se, em regra, de danos ligeiros e pode entrar no interior com precaução.
Não se devem fazer chamadas que não sejam de emergência, para não saturar as linhas telefónicas e não deixar sem cobertura quem possa precisar delas com urgência. Se ouvir alguém preso entre os escombros, deve indicar‑lhe que tape a boca e o nariz para evitar inalar pó e que, na medida do possível, bata em algum objeto próximo para indicar a sua posição. Se vir um ferido grave que não esteja preso, não o deve mover até à chegada das autoridades.