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Estados Unidos preparam envio de bombas para Israel num negócio no valor de 2,8 mil milhões de dólares

Explosão após ataque aéreo israelita na Cidade de Gaza, quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Explosão após ataque aéreo israelita na Cidade de Gaza, quarta-feira, 9 de setembro de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Jehad Alshrafi
Direitos de autor AP Photo/Jehad Alshrafi
De Jeremiah Fisayo-Bambi
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O mesmo tipo de bombas gerou apreensão na administração Biden devido ao risco de elevado número de vítimas civis na densamente povoada Faixa de Gaza.

Os Estados Unidos preparam-se para fornecer a Israel um pacote de 40 000 bombas de grande potência no âmbito de um próximo acordo de armamento. O negócio, no valor de 2,8 mil milhões de dólares (2,42 mil milhões de euros), inclui bombas aéreas Mk84 e BLU-117 de 2 000 libras (900 kg), segundo dois responsáveis norte-americanos e uma terceira fonte conhecedora do plano que falaram sob condição de anonimato.

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As mesmas armas suscitaram receios de um elevado número de vítimas em Gaza, e a administração Biden suspendeu a sua entrega há dois anos. Trump levantou essa suspensão quando voltou a assumir o cargo.

O Congresso foi informado de forma informal sobre o acordo pendente, cuja maior parte será paga através de financiamento militar estrangeiro, mecanismo em que fundos dos contribuintes norte-americanos são entregues a Israel para que o país compre armas aos próprios Estados Unidos.

O acordo proposto é apenas o mais recente de uma série de medidas da administração Trump para reforçar a capacidade militar de Israel. O conflito em Gaza já fez dezenas de milhares de mortos palestinianos e devastou o enclave. Os Estados Unidos tinham intermediado um cessar-fogo frágil, mas a violência continuou.

O pacote, noticiado anteriormente pelo “The Washington Post”, surge numa altura em que Israel enfrenta um isolamento internacional crescente devido à guerra em Gaza, desencadeada em resposta aos ataques mortais do Hamas de 7 de outubro de 2023.

A venda indica que, apesar de a relação pessoal entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ser apontada como tensa, a cooperação militar entre os Estados Unidos e Israel não se enfraqueceu de forma significativa.

Os dois países lançaram a guerra contra o Irão em fevereiro. Trump já tinha manifestado frustração em relação a Netanyahu, relacionada com o conflito com o Irão, antes do último encontro entre ambos, em julho, na Casa Branca.

No ano passado, a administração Trump contornou o habitual processo de revisão pelo Congresso e aprovou uma venda a Israel de quase 3 mil milhões de dólares, que incluía mais de 35 500 destas bombas. Em janeiro, a administração aprovou depois uma nova série de vendas de armamento a Israel, no total de 6,67 mil milhões de dólares.

Outras fontes • AP

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