Evento coincide com a Assembleia-Geral das Nações Unidas e é organizado pela ONG Climate Group, que tem como objetivo um mundo com emissões de carbono zero até 2050.
A semana do clima começou em Nova Iorque este domingo, com uma série de eventos por toda a cidade e prolonga-se até ao dia 27. Ao longo destes dias, as soluções para uma sociedade mais sustentável e com menos emissões de carbono serão discutidas por líderes empresariais e políticos de todo o mundo.
O evento é uma iniciativa da organização não-governamental Climate Group, em coordenação com a Assembleia-Geral das Nações Unidas, que tem lugar ao mesmo tempo e na mesma cidade.
O primeiro dia, segunda-feira, conta com as participações do primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, do chefe da diplomacia do Reino Unido, Ed Milliband, ou ainda da primeira-ministra islandensa Kristún Frostadóttir.
Este é o maior evento a nível mundial sobre o tema das alterações climáticas. Inclui mais de mil eventos em vários locais de Nova Iorque, que juntam em média mais de cem mil pessoas.
Os debates deste ano vão centrar-se em três aspetos:
A energia e as mudanças que se estão a operar neste campo,
O impacto que essas mudanças estão a ter,
A ação conjunta que é precisa.
Esta série de debates acontece numa altura em que o impacto das mudanças climáticas é bastante visível, com tragédias como a que afetou recentemente o Nepal ou as ondas de calor que têm fustigado várias partes do mundo nas últimas semanas.
O Climate Group existe há cerca de 20 anos e tem como objetivo criar um mundo com emissões de carbono zero até 2050.
Segundo a descrição que o Climate Group faz no site do evento, "o contexto está a mudar rapidamente. Os sistemas energéticos estão a ser redesenhados, as cadeias de abastecimento estão sob pressão e a procura de eletricidade está a aumentar, impulsionada pela eletrificação, pela Inteligência Artificial (IA) e pelas infraestruturas digitais. Ao mesmo tempo, a transição está a abrir caminho a novas fontes de crescimento, investimento e competitividade a longo prazo".
Os organizadores dizem ainda que "o desafio atual não é a ambição, mas sim a implementação". "O progresso está a ser travado por regulamentação desatualizada, limitações de infraestruturas e mercados desalinhados. A prioridade é eliminar estas barreiras e concretizar a mudança com rapidez e em grande escala. A Semana do Clima existe para acelerar esse progresso", acrescentam.
A conferência deste ano acontece num contexto marcado pela rápida expansão da IA e toda a revolução que isso significa, mas também pelas ações e políticas marcadamente céticas em relação às mudanças climáticas levadas a cabo pela Administração Trump.
A última cimeira mundial sobre o clima, a COP30, realizada em Belém do Pará, no Brasil, acabou por ter resultados aquém do esperado. Ao mesmo tempo que foi decidido um plano para ajudar os países mais afetados pela crise climática, não foi definido um calendário preciso para acabar com os combustíveis fósseis.