Loader
Encontra-nos
Publicidade

Estados Unidos admitem reunião com o Irão na ONU numa altura de dúvidas sobre acordo de paz

Logótipo da ONU numa porta de segurança da sede da organização em Nova Iorque, no início da 81.ª sessão da Assembleia Geral, 21 setembro 2026
Logótipo da ONU numa porta de segurança da sede em Nova Iorque, no arranque da 81.ª sessão da Assembleia Geral, 21 setembro 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Babak Kamiar & Peter Barabas & Aleksandar Brezar
Publicado a Últimas notícias
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

As estruturas de decisão em Teerão parecem envolvidas num duelo verbal, com relatos contraditórios esta terça-feira sobre um acordo para reabrir o estreito de Ormuz em sete dias, se Washington aliviar a pressão militar.

Relatos contraditórios surgiram de Teerão, esta terça-feira, sobre se o Irão terá oferecido, em privado, reabrir o Estreito de Ormuz no prazo de sete dias, depois de responsáveis iranianos não identificados terem dito à Reuters e à agência japonesa Kyodo que a proposta foi transmitida a Washington através de mediadores — uma versão que meios de comunicação iranianos próximos do Estado se apressaram a desmentir.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Segundo a Kyodo, a proposta visa pôr termo de forma permanente à guerra entre os dois países.

De acordo com essa reportagem, o Irão receberia com agrado uma retoma da diplomacia com os Estados Unidos, se Washington também der passos em direção à paz, segundo as mesmas fontes anónimas.

A agência semioficial Fars negou as informações poucas horas depois, classificando-as como pouco fiáveis e imprecisas e citando as suas próprias fontes iranianas. A Fars sustentou ainda que essas notícias têm como objetivo baixar o preço do petróleo.

Não é a primeira vez que Teerão transmite sinais contraditórios sobre um eventual acordo.

Em junho de 2025, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou um cessar-fogo com o Irão e Israel na sua plataforma Truth Social, antes de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, ter negado publicamente a existência de qualquer acordo.

Em junho deste ano, Trump afirmou que as condições para pôr fim à guerra tinham sido “aprovadas por escrito”, antes de os média estatais iranianos publicarem aquilo que descreveu como “condições fabricadas”, em comunicados concorrentes que têm repetidamente dificultado o progresso diplomático.

Entretanto, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na manhã de terça-feira, aos média dos Estados Unidos, que Washington está disponível para um encontro com o Irão na Assembleia Geral da ONU.

“Julgo que, neste momento, nada está agendado, mas estamos certamente abertos a algo desse tipo, sobretudo se houver perspetivas de que leve a algo positivo e, em última análise, permita alcançar o objetivo de tudo isto”, disse Rubio à NBC News.

“E esse objetivo é garantir que o Irão nunca terá uma arma nuclear. Simplesmente não pode”, acrescentou Rubio.

Irão: Pezeshkian destaca “dignidade e orgulho”

Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, prometeu esta terça-feira “defender firmemente” as posições do país, ao partir para Nova Iorque, onde vai participar na Assembleia Geral da ONU.

“Saímos com a cabeça erguida e isso é uma fonte de dignidade e orgulho para todos nós. Por isso, iremos defender com firmeza as nossas posições nas instâncias internacionais”, declarou antes de deixar o Irão, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal.

Está previsto que o presidente intervenha na reunião da ONU na quarta-feira.

“Vamos aproveitar esta oportunidade da melhor forma possível para expor a situação do Irão à comunidade internacional. Diremos com firmeza aos nossos adversários que, apesar de todas as desigualdades e injustiças, o povo iraniano manteve-se firme”, afirmou.

Pezeshkian será o responsável iraniano de mais alto nível a pisar solo norte-americano desde o início da guerra, que começou no final de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

A reabertura do estratégico Estreito de Ormuz continua a ser um elemento central das negociações para pôr fim à guerra.

O tráfego neste corredor marítimo vital, por onde circulava, antes da guerra, um quinto do petróleo e do GNL mundial, foi gravemente perturbado, com o Irão a abrir fogo sobre navios comerciais e a exigir autorizações para a passagem.

Em resposta, os Estados Unidos mantêm um contrabloqueio aos portos iranianos, ao mesmo tempo que aumentam a pressão económica sobre Teerão.

“Não recuaremos no que toca ao estreito e, enquanto os Estados Unidos e outros países não interromperem as suas ações, enfrentarão gasolina e petróleo caros, bem como problemas energéticos continuados”, declarou esta terça-feira o vice-presidente do Parlamento iraniano, Ali Nikzad.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Presidente do Irão procura conversações "justas e equitativas" com os EUA para aliviar tensões

Estados Unidos admitem reunião com o Irão na ONU numa altura de dúvidas sobre acordo de paz

Notícias do dia | 22 de setembro 2026 - Tarde