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UE sela acordo comercial com as Filipinas num esforço para diversificar relações comerciais

Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., à esquerda, gesticula junto da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Filipinas, 31 de julho de 2023.
O Presidente filipino Ferdinand Marcos Jr., à esquerda, gesticula ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Filipinas, 31 de julho de 2023. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Peggy Corlin
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O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, afirmou que o acordo com as Filipinas dará às empresas da UE acesso a um mercado de 113 milhões de consumidores e reforça a estratégia de ampliar os acordos comerciais na região.

A Comissão Europeia fechou esta terça-feira um acordo comercial com as Filipinas, reforçando a sua estratégia de diversificação na região Indo-Pacífico.

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O acordo foi alcançado mais de um ano depois de os Estados Unidos terem introduzido novas tarifas abrangentes sobre muitos dos seus parceiros comerciais, desencadeando medidas de retaliação e agravando as tensões no comércio mundial.

Desde então, a UE tem procurado novos vínculos comerciais, tendo concluído recentemente acordos de grande alcance com a Índia, a Austrália e a Indonésia.

“Este acordo envia um sinal claro de que a UE está a reforçar o seu empenho na região Indo-Pacífico”, afirmou esta terça-feira o comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič.

“Metade dos consumidores mundiais está abrangida por acordos de comércio livre europeus. Mais ninguém dispõe desta vantagem.”

Cadeias de abastecimento enfrentam pressão

O novo acordo dará às empresas europeias acesso a um mercado de 113 milhões de pessoas e eliminará mais de 94% dos direitos aduaneiros. Abrangerá mais de 97% do comércio bilateral, incluindo exportações da UE de máquinas, medicamentos e dispositivos médicos, bem como produtos agrícolas como carne de bovino, porco, aves de capoeira e bebidas espirituosas.

As exportações das Filipinas são dominadas por semicondutores, circuitos integrados e máquinas industriais.

O acordo deverá igualmente facilitar o investimento europeu em matérias-primas nas Filipinas, numa altura em que a UE procura reduzir a dependência da China, que detém o monopólio de matérias-primas decisivas.

O comércio bilateral de bens entre a UE e as Filipinas ascendia a 17,6 mil milhões de euros em 2025, enquanto o comércio de serviços atingiu 10,3 mil milhões de euros em 2024. O stock de investimento direto estrangeiro da UE nas Filipinas totalizava 15,4 mil milhões de euros.

Šefčovič acrescentou haver um “interesse comum” com os países da vasta região Indo-Pacífico “para responder às atuais turbulências mundiais” e “à pressão sobre as cadeias de abastecimento”.

Bruxelas afirma que, em 2025, a China passou a usar como instrumento de pressão produtos essenciais para a indústria europeia, como chips e terras raras, colocando em risco setores inteiros, como o automóvel.

O comissário adiantou que acordos comerciais com a Tailândia e a Malásia são os próximos pontos na agenda da UE, estando previsto um acordo com Banguecoque até ao final do ano.

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