Depois de uma semana de protestos em praças do centro de Lisboa e Porto, este sábado estão a decorrer manifestações em várias zonas do país.
Este sábado, estão marcados protestos pela habitação em várias cidades portuguesas. Os organizadores pedem que o Governo tome medidas para combater os preços altos dos imóveis e do mercado de arrendamento.
Em Lisboa, a manifestação começou às 15 horas com uma concentração no Marquês de Pombal, num percurso que vai até ao Rossio. O Movimento Acampada, que organiza o protesto, diz que, às 17 horas, começam a ser montadas tendas para que os manifestantes passem ali a noite.
No Porto, a manifestação começa às 16 horas na Praça da Batalha, com os manifestantes a desfilarem até à Praça D. João I. A organização está a pedir aos moradores que coloquem panos pretos nas varandas e nos carros em solidariedade.
Durante a tarde deste sábado estão também marcadas assembleias populares pela habitação no centro das cidades de Coimbra, Aveiro e Braga.
Nas redes sociais, o movimento Acampada de Lisboa e do Porto pede medidas como a reversão da lei do arrendamento, fim dos despejos para pessoas sem alternativa habitacional, um travão à compra de imóveis por fundos imobiliários, recuperação de prédios devolutos e um teto para as rendas.
Acampadas e tensão com a polícia
Estes protestos começaram há cerca de duas semanas no Porto, com um grupo de manifestantes a dormir em tendas durante a noite na Praça D. João I.
Na noite de 14 para 15 de outubro, a Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio para desmontar o acampamento. Uma intervenção que resultou numa carga policial que, segundo os manifestantes, fez mais de 30 feridos.
A atuação da polícia do Porto parece ter sido o gatilho para mais protestos. Também em Lisboa, os manifestantes organizaram uma “acampada”.
Na noite de terça-feira, a polícia fez uma nova operação para retirar as tendas. Em Lisboa, foram detidas 55 pessoas. Na noite seguinte, os manifestantes decidiram passar a noite ao relento.
Os protestos trouxeram a questão da habitação para o centro do debate político. Durante a semana, a Assembleia da República organizou um debate de urgência.
O país regista o maior aumento do preço da habitação na União Europeia, mais 16,5% no segundo trimestre deste ano.
*em atualização