Encontra-nos
Publicidade

Comer amendoins todos os dias melhora funcionamento do cérebro

Nesta foto de arquivo de 16 de dezembro de 1997, o dono da loja de rações Jerry Foot, de Seminole, Texas, segura um punhado de amendoins cultivados no condado de Gaines.
Nesta foto de arquivo de 16 de dezembro de 1997, o dono de loja de rações em Seminole, Texas, Jerry Foote, segura um punhado de amendoins de Gaines County. -  Direitos de autor  Brad Farris/AP
Direitos de autor Brad Farris/AP
De Chaima Chihi & يورونيوز
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Comer amendoins todos os dias ajuda a manter a memória à medida que envelhecemos?

Indica um estudo científico recente que o consumo diário de amendoim pode ajudar a melhorar a resposta do cérebro à insulina em áreas ligadas à memória em adultos mais velhos.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O estudo foi publicado na revista “Food & Function” e realizado por investigadores do centro médico da Universidade de Maastricht, nos Países Baixos, com o objetivo de analisar o efeito do consumo regular de amendoim na resposta do cérebro à insulina com o avançar da idade.

Participaram na experiência 31 pessoas saudáveis com idades entre 60 e 75 anos.

Os participantes comeram 60 gramas de amendoim torrado, com pele e sem sal, todos os dias durante 16 semanas, e os investigadores compararam depois os resultados com outro período em que não consumiram amendoim.

Resposta do cérebro à insulina melhora

Os resultados mostraram uma melhoria na resposta de áreas do hemisfério direito do cérebro à insulina, incluindo partes do hipocampo, do giro parahipocampal, do giro lingual e do giro cingulado posterior, áreas envolvidas nos processos de memória e noutras funções cognitivas.

Para medir esta resposta, os investigadores administraram insulina aos participantes através do nariz e utilizaram depois ressonância magnética com marcação do sangue arterial para medir alterações do fluxo sanguíneo nas regiões do cérebro.

A insulina intervém em vários processos cerebrais ligados à aprendizagem, à memória e à comunicação entre células nervosas.

A resposta do cérebro a esta hormona pode tornar-se menos eficaz com o avançar da idade, uma alteração associada ao declínio cognitivo relacionado com a idade.

No entanto, os investigadores não demonstraram que comer amendoim evita o declínio cognitivo ou impede o desenvolvimento de demência, tendo apenas observado alterações na resposta de regiões específicas do cérebro à insulina.

Estas conclusões reforçam trabalhos anteriores da mesma equipa sobre a mesma intervenção alimentar, publicados na revista “Clinical Nutrition” em 2025, em que os resultados mostraram um aumento de 3,6% do fluxo sanguíneo total para o cérebro, acompanhado de uma melhoria de 5,8% na memória verbal após o período de intervenção de 16 semanas.

Os investigadores consideram que a composição nutricional do amendoim pode explicar parte destes efeitos, dado que contém gorduras insaturadas, fibra, vitaminas, minerais e compostos de origem vegetal biologicamente ativos, além de proteína vegetal.

O amendoim é também fonte do aminoácido L-arginina, que o organismo utiliza para produzir óxido nítrico, um composto que ajuda a regular o funcionamento dos vasos sanguíneos e que, por sua vez, pode estar ligado a processos de aprendizagem e de memória.

Comer amendoim chega para proteger a memória?

Estas conclusões precisam ainda de ser aprofundadas para determinar em que medida as alterações registadas na resposta do cérebro à insulina se traduzem na memória e no desempenho mental.

A experiência foi limitada a 31 pessoas, e os indicadores observados pelos investigadores não são suficientes para afirmar com certeza que o amendoim oferece proteção contra o Alzheimer ou outros tipos de demência.

A realização de estudos com um número maior de participantes e o acompanhamento por períodos mais longos ajudariam a esclarecer esta relação e a determinar se os eventuais benefícios se mantêm ao longo do tempo.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Uzbequistão: jovens engenheiros enfrentam desafio espacial com microssatélites em latas

Mais de metade dos pilotos admite voar cansado, revela inquérito

Impacto da manosfera em rapazes e homens exige ação de saúde pública, alerta relatório