Só de pensar no impacto de um não acordo sobre o "Brexit", a indústria automóvel fica à beira de um ataque de nervos.
Em dia de cimeira sobre a matéria, em Bruxelas, a Associação Europeia de Construtores Automóveis (ACEA, em inglês) alertou que a confirmar-se esse cenário o modelo de negócio estará ameaçado. Com consequências para fabricantes e fornecedores. Financeiras desde logo porque ao abrigo das regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) uma tarifa de 10% será aplicada a todos os automóveis comercializados entre a União Europeia e os britânicos.
Se as tarifas de importação não forem absorvidas pelos fabricantes e passarem para o consumidor haverá um agravamento mais significativo do custo dos veículos ligeiros produzidos no Reino Unido e comprados na UE do que do custo dos carros feitos na UE e adquiridos no Reino Unido, diz a Sociedade de Produtores e Comerciantes de Motores (SMMT).