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Lucros recorde e mais assinantes fazem subir ações da Spotify

ARQUIVO. Logótipo do Spotify no piso da Bolsa de Nova Iorque, abril de 2018
ARQUIVO. Logótipo do Spotify no chão da Bolsa de Nova Iorque, abril de 2018 Direitos de autor  AP Photo/Richard Drew
Direitos de autor AP Photo/Richard Drew
De Quirino Mealha
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Spotify quase duplicou os lucros no último trimestre de 2025 e registou o segundo ano consecutivo com resultados positivos, consolidando a recuperação.

Ações da Spotify dispararam 6% na abertura dos mercados esta quarta-feira, acabando depois por devolver parte dos ganhos, após a divulgação do relatório de resultados na terça-feira.

A popular plataforma de música fechou 2025 com lucros líquidos ligeiramente acima de 2,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 94%, quase o dobro do registado no ano anterior.

Resultado positivo reforçou a inversão histórica alcançada desde 2024, ano em que a empresa passou pela primeira vez a apresentar lucro anual. Até aí, a Spotify operou com prejuízos durante quase duas décadas, desde a sua fundação em 2006.

No último ano, a plataforma de streaming de música aumentou o número de utilizadores em 11% e o de subscritores pagantes em 10%. Em paralelo, a Spotify reduziu custos e subiu preços em vários mercados, alcançando uma margem de lucro de 33,1%, a mais elevada da sua história.

Parte substancial do sucesso em 2025 surgiu no final do ano, quando a empresa atingiu um total de 751 milhões de utilizadores ativos mensais (MAU), após o maior aumento trimestral de atividade.

Para o primeiro trimestre de 2026, a Spotify antecipa a continuação desta trajetória. O relatório aponta para cerca de 4,5 mil milhões de euros em receitas e 759 milhões de utilizadores ativos mensais.

O presidente executivo e fundador sueco, Daniel Ek, que no mês passado deixou o cargo de CEO, afirmou na conferência com analistas sobre os resultados que a Spotify construiu "uma plataforma para áudio, mas cada vez mais para todas as outras formas através das quais os criadores se ligam ao público".

Novo CEO, Alex Norström declarou também que "depois de um ano de execução, 2026 será o ano de elevar a ambição".

Indústria musical e IA

Impacto do crescimento da Spotify em 2025 fez-se sentir também fora da empresa, em toda a indústria musical.

A empresa pagou mais de 11 mil milhões de euros a artistas no último ano, valor que o relatório de resultados descreve como "o maior pagamento anual a criadores de música alguma vez feito por qualquer plataforma".

Bad Bunny atua no intervalo do Super Bowl; artista é número um em reproduções diárias na Spotify este ano, fevereiro de 2026
Bad Bunny atua no intervalo do Super Bowl; artista é número um em reproduções diárias na Spotify este ano, fevereiro de 2026 AP Photo

Além disso, a empresa sueca indicou que "ajudámos ainda os artistas a gerar mais de mil milhões de dólares em vendas de bilhetes, aproximando fãs de espetáculos ao vivo".

Daqui para a frente, uma das grandes apostas da Spotify passa pela integração de inteligência artificial, à semelhança do que sucede com a maioria das empresas tecnológicas.

A empresa acelerou o lançamento de ferramentas como um gerador de listas de reprodução a partir de instruções de texto e um DJ personalizado baseado em agentes de IA, já utilizado por milhões de subscritores pagantes.

Mas a inteligência artificial também traz novos problemas para a Spotify, como a música gerada por IA. Na conferência com analistas, o co-CEO, Gustav Söderström, afirmou que "o problema não é novo, mas ganhou escala".

Söderström acrescentou que a empresa trabalha em estreita colaboração com a indústria musical para permitir que artistas e editoras incluam avisos que especifiquem os métodos de produção utilizados.

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