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CEO da Coinbase sai da lista dos 500 mais ricos com queda prolongada das criptomoedas

ARQUIVO - Brian Armstrong, cofundador e CEO da Coinbase, participa na State of Crypto Summit em Nova Iorque, em junho de 2025.
ARQUIVO. Brian Armstrong, cofundador e diretor executivo da Coinbase, participa na cimeira State of Crypto, Nova Iorque, junho de 2025 Direitos de autor  AP Photo/Richard Drew
Direitos de autor AP Photo/Richard Drew
De Quirino Mealha
Publicado a Últimas notícias
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Presidente-executivo da Coinbase, Brian Armstrong viu a sua fortuna pessoal cair para metade desde julho de 2025, após forte correção das criptomoedas e corte da recomendação das ações por analistas de Wall Street.

Brian Armstrong, cofundador e presidente executivo da maior bolsa de criptomoedas dos Estados Unidos, saiu do Índice de Bilionários da Bloomberg, que lista as 500 pessoas mais ricas do mundo.

A saída da lista acontece numa altura em que os mercados de criptoativos enfrentam uma forte correção, que empurrou o Bitcoin para baixo dos 70 mil dólares (58 750 euros), um nível de negociação que não se via desde o final de 2024.

Segundo o índice, o património líquido de Armstrong cifra‑se atualmente em cerca de 7,5 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros). Representa uma queda acentuada face aos 17,7 mil milhões de dólares (16,3 mil milhões de euros) registados no verão passado.

A queda da fortuna pessoal, assente sobretudo numa participação de cerca de 14% na Coinbase, reflete a volatilidade do setor mais alargado das criptomoedas.

Os preços dos criptoativos têm impacto direto na evolução em bolsa da Coinbase, já que o modelo de receitas da empresa continua fortemente dependente das comissões sobre transações, que tendem a encolher em fases de estagnação do mercado.

As ações da Coinbase fecharam em forte queda na terça‑feira, prolongando uma série de seis meses em que o título perdeu quase 60% do valor face ao máximo de julho de 2025.

No início da semana, o sentimento do mercado em relação à plataforma de criptomoedas deteriorou‑se ainda mais, depois de analistas do JPMorgan Chase terem revisto em baixa o preço‑alvo da ação.

Num relatório enviado a investidores, o banco apontou a “fraqueza dos preços das criptomoedas” e a ausência de crescimento no segmento das stablecoins como principais razões para a revisão, cortando o objetivo em 27%.

Impulso pós-eleitoral esmorece com entraves regulamentares

A euforia nos mercados de criptomoedas que se seguiu às eleições presidenciais de 2024 nos Estados Unidos abrandou de forma visível.

Apesar de o Bitcoin ter atingido um máximo histórico de 126 mil dólares (116 mil euros) em outubro de 2025, os investidores esperavam já ter mais clareza regulatória. Em vez disso, o processo está bloqueado.

Em julho de 2025, o presidente Trump promulgou a lei Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins (GENIUS Act), que criou um enquadramento regulamentar abrangente para as stablecoins.

ARQUIVO. Presidente Trump assina a GENIUS Act na Casa Branca, julho de 2025.
ARQUIVO. Presidente Trump assina a GENIUS Act na Casa Branca, julho de 2025. AP Photo/Richard Drew

No entanto, instalou‑se um impasse legislativo em torno da CLARITY Act.

A proposta pretende definir regras claras para os criptoativos, incluindo a delimitação de competências entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC).

Opõe‑se claramente o presidente executivo da Coinbase aos grandes bancos norte‑americanos quanto a cláusulas que impediriam empresas não bancárias de oferecer remuneração com juros sobre stablecoins.

Na terça‑feira realizou‑se na Casa Branca uma reunião entre todas as partes interessadas para tentar chegar a um consenso. Foi a segunda sessão sobre o tema desde que Armstrong tornou pública a sua oposição.

Apesar disso, mantém‑se sem desfecho a batalha de lóbi entre protagonistas do setor cripto e banqueiros de Wall Street.

Enquanto os bancos tradicionais invocam riscos de “fuga de depósitos”, o responsável da Coinbase alega que estas restrições configuram captura regulatória destinada a limitar a concorrência.

Com estas fontes de receita em causa, a confiança do mercado nos modelos de negócio das bolsas de criptoativos, assentes sobretudo em comissões pagas pelos utilizadores, vacilou.

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