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50 CEOs e investidores pedem a Bruxelas que não dilua a lei EU Inc

O comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, fala durante uma conferência de imprensa em março de 2021.
Valdis Dombrovskis, comissário europeu da Economia, fala numa conferência de imprensa em março de 2021 Direitos de autor  AP Photo/Yves Herman
Direitos de autor AP Photo/Yves Herman
De Eleonora Vasques
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Fundadores e investidores apelam a decisores da UE para não diluírem a EU Inc., proposta legislativa que visa ajudar empresas europeias a crescer

Cinquenta CEOs e investidores europeus apelaram aos legisladores da UE para não “desfigurarem” a lei EU Inc do bloco, atualmente em negociação em Bruxelas, segundo uma carta conjunta enviada aos responsáveis políticos esta quinta-feira.

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A lei EU Inc deverá tornar mais barato e simples para as empresas abrirem e operarem além-fronteiras na UE, devendo ser aprovada até ao final do ano.

No entanto, as negociações em Bruxelas indicam que a versão final poderá ficar aquém do que muitos fundadores de startups esperavam.

Entre as propostas legislativas com que o bloco procura tornar a Europa mais competitiva está a lei EU Inc.

As empresas na Europa têm dificuldade em crescer devido à fragmentação legislativa, que se traduz em burocracia e elevados custos administrativos, um verdadeiro entrave no mercado único.

“Os responsáveis políticos devem garantir que a versão final da legislação cria uma forma societária verdadeiramente europeia, em vez de acrescentar mais uma camada por cima de 27 sistemas nacionais”, defendem os signatários.

Entre os signatários contam-se também investidores da Index Ventures, Accel, Balderton, Atomico e EQT, que exortam os responsáveis políticos a decidir “se a EU Inc se torna o motor económico da Europa ou uma estrutura jurídica tão diluída que ninguém a utiliza”.

As exigências

Os signatários pedem que seja mantida a “livre escolha da sede social”, permitindo aos fundadores escolher o domicílio da empresa sem serem obrigados a concentrar todas as operações no mesmo local.

Defendem ainda que o acesso à EU Inc não deve ficar restringido apenas a startups “inovadoras”. Já os defensores dessas limitações sustentam que alargar o regime a todas as empresas poderia sobrecarregar o sistema e comprometer a sua eficácia.

“A EU Inc precisa de um único registo europeu, com autoridade própria, e não apenas de uma interface assente em 27 sistemas nacionais”, afirmam. Isso simplificaria a consulta dos registos das empresas, argumentam.

Pedem ainda que os trabalhadores só sejam tributados quando deterem ações da empresa e que a proteção laboral continue ligada ao local onde trabalham efetivamente.

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