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As fotografias do massacre de Srebrenica: o inimaginável aconteceu há 20 anos

As fotografias do massacre de Srebrenica: o inimaginável aconteceu há 20 anos
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Uma exposição em Sarajevo assinala os vinte anos do massacre de Srebrenica. Há duas décadas, oito mil homens e rapazes bósnios foram assassinados

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Uma exposição em Sarajevo assinala os vinte anos do massacre de Srebrenica.

Há duas décadas, oito mil homens e rapazes bósnios foram assassinados pelas tropas sérvias. As atrocidades iniciadas em julho de 1995 pelo general Ratko Mladic foram classificadas como genocídio pela justiça internacional.

O fotógrafo bósnio Tarik Samarah trabalha há vários anos neste projeto de fotografia documental.

“Depois de ter passado os anos da guerra de 1992 a 1995 em Sarajevo, fui para o leste da Bósnia. Apesar de ter visto diariamente o assassínio de civis não estava preparado para o que vi nas florestas do leste da Bósnia”, contou Tarik Samarah.

“Quando caminhei pelos cadáveres e vi partes de corpos arrastadas pelos animais e espalhadas pela floresta percebi que não podia ser apenas um observador. Qualquer pessoa que veja um crime desta natureza tem de ser uma testemunha informada e responsável”, acrescentou o fotógrafo bósnio.

A Galeria 7/11/95 em Sarajevo é o primeiro centro de exposições dedicado ao massacre de Srebrenica.

Além das fotografias, o público pode ver vídeos com testemunhos de sobreviventes que conseguiram escapar à tragédia ao fingirem a morte, escondidos debaixo de cadáveres.

Para numerosos visitantes, há muitas questões sem resposta.

“Há uma questão que me vem constantemente ao espírito. Onde estava o resto mundo nessa altura? Sinto vergonha ao dizê-lo: apesar de eu ser advogado, não conheço todos os detalhes para dar uma resposta a essa pergunta”, declarou o norte-americano Steven Rioff.

Para muito europeus era inimaginável conceber a existência de um novo genocídio na Europa, após o holocausto. Mas o inimaginável aconteceu. O massacre de Srebrenica foi o apogeu trágico da guerra da Bósnia que levou à morte de cem mil pessoas.

“Penso que é muito importante ter estes monumentos para que estes crimes não voltem a acontecer. Na Dinamarca, participámos na Segunda Guerra Mundial. Os jovens perguntam por que razão têm de ouvir falar de coisas que se passaram há décadas. Mas eu penso que é importante educar os jovens porque esses crimes podem estar a acontecer agora e podem voltar a acontecer. Para impedir que isso aconteça temos de saber o que se passou”, disse a dinamarquesa Helle Wagner.

O fotógrafo bósnio Tarik Samarah nasceu em Zagreb em 1965 e tem dedicado grande parte da vida à documentação do massacre de Srebrenica. A galeria abriu há três anos e tem recebido milhares de visitantes.

“É a primeira galeria dedicada ao massacre de Srebrenica. Eu sou membro fundador. Este projeto resulta do meu trabalho. O objetivo não é apenas educar os jovens mas educar todas as pessoas que nos visitam ao longo do ano”, frisou Tarik Samarah.

Sinal de que as feridas continuam abertas, o Conselho de Segurança das Nações Unidas não conseguiu chegar a um acordo para elaborar uma resolução onde se faz referência ao genocídio, devido à oposição de Moscovo.

A Sérvia, os Sérvios da Bósnia e a Rússia afirmam que o referido projeto de resolução é “anti-Sérvio”.

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