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Bienal de Veneza abre ao público

Bienal de Veneza abre portas
Bienal de Veneza abre portas Direitos de autor Luigi Costantini/The Associated Press
Direitos de autor Luigi Costantini/The Associated Press
De  euronews
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"The milk of dreams" é o título genérico da exposição internacional de arte em Veneza

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Veneza é palco de um dos mais antigos e prestigiados eventos culturais do planeta. A Bienal de Arte remonta ao final do século XIX, mais concretamente a 1895, e a 59.ª edição teve início este sábado, partilhando com milhares de pessoas o melhor que a arte contemporânea tem para oferecer.

Durante os próximos cinco meses, os turistas habituais de Veneza e os amantes da arte poderão fazer uma ideia do estado do mundo através do prisma dos artistas que aqui chegaram dos cinco continentes. Um evento a não perder que este ano, pretende com a sua programação e o seu título genérico, "The milk of dreams", reencantar através da arte um mundo em plena convulsão ecológica e política.

A Bienal divide-se entre dois grandes espaços no coração de Veneza, os jardins e o Arsenal, mas o espírito da exposição espalha-se pelos diversos pavilhões nacionais. Portugal fez-se representar por Pedro Neves Marques, após um processo polémico para escolher o representante nacional, enquanto o Brasil dá a conhecer a obra de Jonathas de Andrade.

Prevista para o ano passado, a 59.ª edição foi adiada devido à covid-19. Este ano é a guerra na Ucrânia a ensombrar a Bienal. A Rússia decidiu não participar, já a Ucrânia estará presente através de Pavlo Maskov.

A sua instalação encontrava-se em Kiev quando começou a guerra mas conseguiu chegar milagrosamente a Veneza e foi reconstruída em tempo recorde.

Para o artista ucraniano, a guerra no seu país é resultado de um velho conflito cultural entre os dois países:

"Nasci na Rússia mas vivo na Ucrânia desde os três anos. Para mim a cidadania significa... bom, para todos nós na Ucrânia, significa quase tudo. É uma bandeira ucraniana. Em primeiro lugar é uma representação do país. Nesta altura sinto-me muito mais cidadão do que artista. Digo sempre que por trás de qualquer tipo de guerra está um conflito cultural e é precisamente isso que temos neste momento."

A 59.ª edição da Bienal de Veneza pode ser visitada na cidade italiana até dia 27 de novembro.

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