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Louvre: coroa da imperatriz Eugénie, deixada para trás pelos ladrões, será totalmente restaurada

O Louvre está sempre cheio.
O Louvre está sempre cheio. Direitos de autor  AP Photo/Christophe Ena
Direitos de autor AP Photo/Christophe Ena
De Alexander Kazakevich
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Sem reconstrução nem restituição: o objeto histórico, danificado durante o assalto de 19 de outubro passado, está quase intacto e será totalmente restaurado, informou o museu na quarta-feira.

Finalmente, uma boa notícia vinda do Louvre: a coroa da Imperatriz Eugénie, deixada para trás pelos ladrões a 19 de outubro, durante o célebre roubo na Galeria de Apolo, está agora em segurança.

Depois de ter sido retida durante algumas horas pela polícia de investigação criminal, foi entregue ao departamento de Objetos de Arte do museu. Desde então, não existiram informações sobre o seu estado.

Num comunicado publicado na quarta-feira, o Louvre afirma que esta obra emblemática "conservou a sua quase integridade, permitindo o seu restauro integral".

"Embora a forma da coroa tenha sido alterada, os seus componentes estão quase todos presentes", acrescenta o museu, sublinhando que falta apenas um elemento decorativo.

O seu restauro completo será, portanto, possível sem reconstrução ou restituição. "Tratar-se-á simplesmente de remodelar a sua estrutura", declarou o Louvre.

O restauro será confiado a "um restaurador autorizado", na sequência de um concurso público. Um conselho de peritos, presidido por Laurence des Cars, presidente e diretora do museu, poderá "contribuir com os seus conselhos para as escolhas de restauro e a metodologia proposta, de forma livre".

Representantes de cinco casas de joalharia francesas - Mellerio, Chaumet, Cartier, Boucheron e Van Cleef & Arpels - darão o seu apoio à operação.

Joias sem deixar rasto, greves e aumento dos preços

Quanto às oito joias roubadas, que pertenciam às famílias que reinaram França no século XIX, refira-se que os investigadores ainda não encontraram as peças saqueadas, cujo valor económico é estimado em 88 milhões de euros. Desde o início da investigação, foram detidas pelo menos sete pessoas.

O roubo de 19 de outubro durou apenas seis ou sete minutos: uma falha de segurança que provocou a indignação da opinião pública e levantou muitas questões sobre a cadeia de responsabilidades.

Desde então, o Louvre foi também marcado por vários dias de greve, com os funcionários a protestarem contra a deterioração das condições de trabalho, incluindo a falta de pessoal e as falhas de segurança.

A direção do museu também aumentou a taxa de entrada para os visitantes não europeus de 22 para 32 euros, um aumento de cerca de 45%, tornando o museu mais visitado do mundo menos acessível ao público internacional.

O Louvre sublinha que estas receitas suplementares, estimadas em 15 a 20 milhões de euros por ano, serão utilizadas para financiar a renovação do edifício e para melhorar a segurança.

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