Justin Bieber junta-se ao elenco de estrelas que vai animar o espetáculo do intervalo e encerrar o Mundial de 2026 em Nova Iorque
A chocante americanização do futebol vai prolongar-se até ao último jogo do Mundial de futebol.
Depois das polémicas pausas publicitárias, perdão, pausas para hidratação, que dividiram os jogos em quatro períodos, mais típicos de modalidades norte-americanas como a NFL, a final do Mundial de futebol, a 19 de julho, vai ter um espetáculo ao intervalo.
O espetáculo de 11 minutos, ao estilo do Super Bowl e com curadoria de Chris Martin, dos Coldplay, vai contar com nomes como Madonna, Shakira, BTS e o recentemente confirmado Justin Bieber.
A FIFA e a organização Global Citizen anunciaram que Bieber será o quarto cabeça de cartaz.
“O Mundial de futebol da FIFA une o mundo de uma forma que mais nada consegue”, afirmou o cantor pop canadiano, de 32 anos, em comunicado. “Estou agradecido por fazer parte deste espetáculo do intervalo e ainda mais grato por saber que já está a ajudar a alargar o acesso à educação para crianças em todo o mundo.”
A estrela do afrobeats Burna Boy, o maestro venezuelano Gustavo Dudamel e o PS22 Chorus – um coro de alunos do ensino básico sediado em Staten Island, Nova Iorque – também vão atuar, este último acompanhado pelos Coldplay.
Embora este espetáculo ao intervalo possa irritar alguns adeptos de futebol, há um aspeto positivo, como Bieber sublinhou: vai apoiar o Fundo de Educação FIFA Global Citizen, que está a angariar 100 milhões de dólares para ajudar crianças a ter acesso à educação.
“Pela primeira vez num Mundial de futebol da FIFA, o espetáculo do intervalo apoia o Fundo de Educação FIFA Global Citizen, uma iniciativa de referência que procura angariar 100 milhões de dólares (USD) para ampliar o acesso a uma educação de qualidade e ao futebol para crianças em todo o mundo”, anunciou anteriormente a FIFA. “Ao longo do torneio, 1 dólar (USD) de cada bilhete vendido para os jogos do Campeonato do Mundo de 2026 será doado ao Fundo.”
Face às polémicas que envolvem a FIFA e às alegações de corrupção – a mais recente, a reviravolta polémica de um cartão vermelho após um telefonema de Donald Trump, e a surpreendente nomeação de uma equipa de arbitragem totalmente argentina para o próximo França-Marrocos – este espetáculo solidário ao intervalo pode contribuir para melhorar a sua imagem.
Hugh Evans, cofundador e diretor executivo da Global Citizen, está convencido disso.
“Esta é a maior reunião de artistas unidos por uma causa desde o Live Aid e poderá muito bem tornar-se nos 11 minutos de atuação musical transmitida mais vistos da história”, afirmou Evans. “É um momento que vai juntar o mundo através da música, da esperança e da ação.”
E acrescentou: “Estes artistas extraordinários, que representam todos os cantos do globo, estão a unir-se para ajudar a criar oportunidades para crianças em todo o lado através do Fundo de Educação FIFA Global Citizen.”
Os “artistas extraordinários” vão incluir também, ao que tudo indica, algumas personagens do programa Rua Sésamo e dos Marretas.
Resta esperar que a Miss Piggy não decida aplicar um golpe de caraté ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, nem roubar o troféu do Mundial a Donald Trump, que entregará a taça na final.
A final do Mundial de futebol realiza-se a 19 de julho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, New Jersey.