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Negociador iraniano diz que estreito de Ormuz permanece fechado depois de ser atingido um navio em trânsito

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De Aleksandar Brezar & Euronews Persian
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O presidente do Parlamento, Ghalibaf, afirmou que o estreito ficará fechado até Washington levantar o bloqueio naval, libertar ativos iranianos congelados e acabar com as sanções ao petróleo, após um projétil não identificado atingir um navio em trânsito, causando pelo menos um morto.

O principal negociador do Irão afirmou que o estreito de Ormuz não reabrirá enquanto os Estados Unidos não levantarem o bloqueio naval e não libertarem os ativos iranianos congelados, numa altura em que um navio foi atingido por um projétil no estreito e um membro da tripulação foi dado como baixa.

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O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na terça-feira que esta via marítima crucial permanecerá fechada ao tráfego de carga até Washington satisfazer as exigências de Teerão.

“Quero deixar claro que o Estreito de Ormuz não será reaberto até que os compromissos americanos previstos no memorando de entendimento... sejam cumpridos”, declarou Ghalibaf num discurso transmitido pela televisão estatal.

Entre as exigências de Teerão, enumerou o fim do bloqueio, o levantamento das sanções ao petróleo e o descongelamento dos ativos do Irão no estrangeiro.

Entretanto, um projétil não identificado danificou a casa das máquinas de um navio e “provocou uma baixa na tripulação” na madrugada de terça-feira, quando a embarcação tentava atravessar o Estreito de Ormuz, ao largo da costa de Omã, afirmou a UKMTO, citando um relatório do gabinete de segurança da empresa.

A agência de monitorização marítima não divulgou quaisquer detalhes sobre o navio ou a carga e não ficou claro se o tripulante morreu no ataque ou ficou ferido.

A mesma fonte adiantou que a Guarda Costeira de Omã estava a prestar assistência aos restantes tripulantes e que as autoridades investigavam o incidente.

Têm aumentado as preocupações com possíveis derrames de petróleo no Golfo Pérsico e noutras águas da região, a partir de navios danificados quando tentavam atravessar o estreito, mas a UKMTO afirmou que não foram registados danos ambientais no ataque mais recente.

As forças de Teerão fecharam de facto o estreito, por onde passava cerca de um quinto do petróleo transacionado no mundo antes da guerra, depois de Israel e os Estados Unidos terem atacado o Irão em 28 de fevereiro.

Os Estados Unidos estão também, de momento, a bloquear todo o tráfego marítimo iraniano através do estreito.

Com as negociações entre as duas partes em guerra em impasse, Teerão tem mantido conversações separadas com Omã sobre um plano de gestão dos navios que atravessam o estreito e afirmou, na segunda-feira, que estava a finalizar os detalhes de uma declaração conjunta.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com dureza, tendo dito, alegadamente numa entrevista telefónica à Fox News, que os Estados Unidos iriam “bombardear Omã até não sobrar nada” se este país “se metesse no caminho”.

Trump suscitou também uma resposta dura de Teerão depois de ter afirmado, na sexta-feira passada, que em breve iria declarar o estreito “território dos Estados Unidos”.

Em resposta, numa publicação na rede X, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que “o Estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano”.

“Este estreito só será encerrado e reaberto sob comando do Irão e, enquanto não aceitarem a realidade da derrota e não abandonarem as vossas ilusões, o Irão continuará a manter o bloqueio”, acrescentou Gharibabadi.

O Estreito de Ormuz tem cerca de 35 quilómetros de largura no seu ponto mais estreito, o que significa que tanto o Irão como Omã controlam esta via marítima.

Mascate manteve relações diplomáticas com o Irão e com os Estados Unidos ao longo de toda a guerra, como mediador neutral.

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