O conde Spencer escreveu um livro sobre a irmã, a princesa Diana, prometendo “contar a verdade” num livro de memórias que, segundo a editora, inclui “muitas revelações” sobre a sua vida.
Charles Spencer, irmão mais novo de Diana, princesa de Gales, e tio materno de William e Harry, prometeu “contar a verdade” sobre a irmã num novo livro.
Os editores da Penguin Press confirmaram a notícia ao anunciar que o aristocrata britânico, autor e jornalista vai publicar um livro de memórias intitulado “Swan Song: Diana, My Sister”, no qual Charles recorda a história da vida de Diana e a semana da sua morte.
Obra será publicada a 22 de setembro e assinala “a primeira vez que o conde Spencer fala de forma aberta e detalhada sobre a irmã”, segundo o editor, a chancela Michael Joseph, da Penguin.
Numa declaração, Charles, de 62 anos, explicou que foi “convencido” a escrever os “seus próprios pensamentos e memórias” sobre a irmã mais velha, antes do 30.º aniversário da morte de Diana.
“Com o 30.º aniversário da trágica morte de Diana no horizonte, voltei a ser inundado com pedidos de entrevistas sobre a minha irmã”, disse Spencer. “Isto convenceu-me a escrever, de uma vez por todas, os meus próprios pensamentos e memórias, em vez de voltar a ter o incómodo de ler opiniões de terceiros, muitas delas baseadas em inverdades que, com o tempo, se tornaram verdades aceites.”
Diana, primeira mulher de Carlos, então príncipe de Gales e hoje rei Carlos III, morreu aos 36 anos num acidente de viação em Paris, França, a 31 de agosto de 1997.
Esse acidente, em que também morreram Dodi Fayed, o companheiro de Diana, e Henri Paul, o motorista, deu origem a numerosas teorias da conspiração e a um luto público generalizado.
“O objetivo deste livro é contar a verdade sobre Diana a partir da perspetiva do irmão, tal como tentei fazer quando falei no funeral. Tal como na minha oração fúnebre, quero falar em nome de Diana e fazê-lo de forma abertamente positiva”, afirmou, numa referência ao discurso emotivo que proferiu na cerimónia fúnebre da princesa na Abadia de Westminster, em setembro de 1997.
No discurso sentido que fez no funeral de Diana, seguido por uma audiência estimada entre 2 e 2,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo, Charles descreveu a irmã como “a própria essência da compaixão, do sentido de dever, do estilo, da beleza”.
“Há a tentação de apressar a canonização da tua memória, mas não há necessidade disso. És suficientemente grande como ser humano, com qualidades únicas, para não precisares de ser vista como uma santa. Na verdade, santificar a tua memória seria ignorar o núcleo da tua personalidade, o teu maravilhoso e traquina sentido de humor, com uma gargalhada que te fazia dobrar ao meio.”
Sobre “Swan Song: Diana, My Sister”, Charles disse esperar que o livro desperte interesse entre aqueles que ainda guardam com carinho as memórias de Diana em vida.
Acrescentou: “Ficaria encantado se os que são demasiado jovens para se lembrarem dela no auge sentirem, depois de lerem este livro, que ‘percebem’ quem ela realmente foi: uma figura única, dinâmica, cheia de amor, carisma e dúvidas sobre si própria, que viveu a vida de forma intensa e deixou o mundo muito melhor, apesar de ter saído de cena ainda tão jovem.”
O diretor editorial Daniel Bunyard comentou que o livro contém “muitas revelações que vão suscitar grande atenção”, mas é também “uma homenagem à altura”.
“Swan Song: Diana, My Sister” será publicado no Reino Unido pela Penguin Michael Joseph a 22 de setembro.