Na qualidade de administrador da herança da cantora britânica, Mitch Winehouse acusou a estilista e outra amiga de lucrarem com a venda de objetos em leilões nos EUA.
Mitch Winehouse, pai de Amy Winehouse, perdeu no Reino Unido uma ação no Tribunal Superior contra duas amigas da filha por causa da venda de bens da cantora já falecida.
No ano passado, Mitch alegou que as amigas da filha – a estilista Naomi Parry e Catriona Gourlay – lucraram com a venda de alguns objetos de Amy em leilões realizados nos Estados Unidos em 2021 e 2023. Os seus advogados afirmaram em dezembro que não foi informado de que os itens iam ser vendidos.
Parry e Gourlay contestaram a ação, com os respetivos advogados a dizerem em tribunal que os objetos lhes tinham sido oferecidos pessoalmente por Amy ou que já eram da sua propriedade.
Na decisão divulgada hoje, a juíza adjunta do Tribunal Superior, Sarah Clarke KC, afirmou: "Considero que nem a senhora Parry nem a senhora Gourlay esconderam deliberadamente do autor quaisquer dos bens em litígio e, mesmo que eu esteja errada quanto a isso, o senhor Winehouse poderia ter descoberto, com diligência razoável, que bens em litígio estavam na posse das rés" (segundo a Sky News (fonte em inglês)).
Num comunicado divulgado esta tarde, Parry afirmou que o Tribunal Superior limpou o seu nome "de forma inequívoca e plena, após anos de acusações profundamente lesivas e infundadas" apresentadas por Mitch.
"Estive ao lado da Amy como amiga, parceira criativa e figurinista", disse. "O que partilhámos baseou-se na confiança, na lealdade e num verdadeiro amor pelo trabalho. Ver essa relação ser tão deturpada em público foi doloroso e profundamente injusto."
Amy Winehouse morreu aos 27 anos, vítima de intoxicação alcoólica. Foi encontrada sem vida em casa, em Camden, em 2011. Desde então, o pai tem assumido a administração da herança da filha.