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Brian May condena capa de álbum feita por IA e pede ação do primeiro-ministro britânico

Brian May, dos Queen, indignado com versão de capa em IA e diz ao primeiro-ministro britânico Andy Burnham: “Tem de travar isto já”
Brian May, dos Queen, indignado com versão em IA de capa de álbum, diz ao primeiro-ministro britânico Andy Burnham: “Tem de parar já” Direitos de autor  AP Photo
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De David Mouriquand
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“Talvez seja altura de percebermos que, na realidade, não precisamos de IA”, afirmou Brian May ao publicar uma má versão do que a tecnologia achou ser a capa de um álbum dos Queen. Artista pediu a Andy Burnham que bloqueie a IA “antes que seja tarde demais”.

Brian May, guitarrista dos Queen, recorreu ao Instagram para publicar uma versão gerada por IA da capa do clássico álbum de 1980 da banda, “The Game”.

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May recorreu ao Meta AI para recriar a capa, que traz de volta o falecido vocalista Freddie Mercury. Fê-lo para transmitir ao primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, um ponto “muito sério” sobre o impacto ambiental da IA.

Veja a publicação abaixo:

Na capa original, os quatro membros dos Queen aparecem lado a lado, com casacos de couro iguais.

Na versão criada por IA, parecem agora existir cinco membros nos Queen e nenhum deles é reconhecível.

Veja a capa original do álbum para comparação:

Queen - The Game (1980)
Queen - The Game (1980) EMI / Elektra
“Portanto, é este o tipo de inteligência que em breve vai governar o mundo?? Ótimo. Talvez seja altura de percebermos que, NA REALIDADE, NÃO PRECISAMOS DE IA!!”
Brian May

Na legenda da imagem da capa gerada por IA, que considera ridiculamente má, May escreveu: “Tinha mesmo de partilhar isto convosco. Pedi ao Meta AI que me mostrasse como era a capa do álbum THE GAME. Foi isto que me deu! Bom trabalho, não acham?”

“Portanto, é este o tipo de inteligência que em breve vai governar o mundo?? Ótimo. Talvez seja altura de percebermos que, NA REALIDADE, NÃO PRECISAMOS DE IA!!”

May sublinhou que estava “agora muito sério” e acrescentou: “Acredito que o preço que estamos prestes a pagar por este desenvolvimento ‘inevitável’ é demasiado elevado. Não podemos permitir que estes centros de dados horrendos sejam construídos no Reino Unido. Vão destruir o nosso belo país, tal como já estão a destruir a bela América.”

Dirigindo-se ao primeiro-ministro Andy Burnham, May terminou a publicação escrevendo: “Caro Andy, tens de travar isto já. Antes que seja demasiado tarde.”

As declarações de May surgem numa altura em que as áreas criativas se debatem com a crise existencial que a IA pode representar. É um tema que divide, com vários artistas a condenarem o seu uso e figuras recentes como Martin Scorsese e George Lucas a enfrentarem críticas pelo apoio que dão à IA.

Mais recentemente, Brad Pitt falou sobre o uso de IA generativa na música.

“Ouvi uma canção feita por IA, há dias, que era mesmo muito boa”, afirmou em entrevista à revista Esquire. “Mas tinha algo de repetitivo. Nunca será o mesmo que ouvir a voz dela – a voz de uma mulher, a voz de uma pessoa.”

Em julho, a produtora discográfica e cantora britânica Nia Archives afirmou que a música gerada por IA “não vai durar”, ao falar no lançamento do Mercury Prize.

“Não sei se a música feita com IA vai durar, para ser sincera convosco”, disse. “Acho que é mais um daqueles momentos fugazes da tecnologia.”

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