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Depressão Leonardo faz primeira vítima mortal, Governo avisa para novo pico de mau tempo

ARQUIVO: Bombeiros em Algés prestam apoio durante mau tempo
ARQUIVO: Bombeiros em Algés prestam apoio durante mau tempo Direitos de autor  AP Photo/Armando Franca
Direitos de autor AP Photo/Armando Franca
De Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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A depressão Leonardo está a ser responsável por ventos e chuvas fortes por todo o território. Localidades junto dos rios Tejo, Douro e Mondego devem acautelar a possiblidade de cheias.

Foi confirmada a primeira vítima mortal na sequência da passagem da depressão Leonardo por Portugal. Em declarações à agência Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo anunciou a morte de um homem, na casa dos 70 anos, cujo corpo foi retirado do interior de uma viatura que se encontrava submersa numa linha de água no concelho de Serpa, em Beja.

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Isto depois de o jornal Público ter noticiado, com base em dados transmitidos pelo Comando Distrital de Operações de Socorro de Beja, que estavam em curso trabalhos de busca em Serpa, no sentido de resgatar possíveis vítimas de um automóvel que ficara submerso na barragem da Amoreira.

A informação surge numa altura em que o país já sente as consequências da passagem da depressão Leonardo pelo território, que tem originado ventos e chuvas fortes, responsáveis por inúmeras ocorrências por todo o território.

Já na tarde desta quarta-feira, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, referiu, em declarações aos jornalistas, que há uma grande preocupação face às possíveis consequências deste fenómeno meteorológico durante quinta-feira, período em que se registará uma situação de "pico".

"Segundo as previsões do IPMA", elaborou a ministra, existirá um novo agravamento do estado do tempo "no sábado e no domingo", que, no entanto, se espera que seja "muito suave". Maria da Graça Carvalho anunciou, porém, que surgirá depois "um novo pico" de mau tempo, "segunda, terça ou quarta-feira, no princípio da semana que vem”.

Maria da Graça Carvalho adiantou, a propósito da subida do caudal do rio Sado, que, em Alcácer do Sal, "a parte baixa e o centro da cidade estão inundados", fazendo com que esta seja "uma situação de preocupação", especialmente nos períodos de maré cheia.

No entanto, é no rio Mondego, e particularmente em Coimbra, que a situação se configura como mais delicada e digna de especial cuidado, de acordo com a governante, havendo também receios de que possa haver "uma cheia repentina". Assegurou, no entanto, que foram tomadas as medidas necessárias para acautelar eventuais evacuações, caso sejam necessárias.

Maria da Graça Carvalho assegurou que as autoridades portuguesas estão em "grande articulação" com as da vizinha Espanha, numa perspetiva de "coordenação e interajuda mútua", no que diz respeito à resposta à intempérie.

Proteção Civil faz novo ponto de situação

Em balanço feito ao final da tarde, Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, avisou que a barragem de Alcântara, em Espanha, "que tem influência direta no rio Tejo, está neste momento com uma cota entre os 92% e os 93%".

Algo que pode trazer riscos, em particular, para as "populações ribeirinhas na zona do Tejo". Isto porque "se a barragem fizer descargas mais significativas, certamente teremos cheias grandes" nessa região.

Situação semelhante, relatou, poderá ser vivida nas localidades em torno dos rios Douro e Mondego, pelo que pediu às populações "que tomem todas as precauções necessárias para que possam evitar que sejam atingidas".

Entre as medidas recomendadas, Mário Silvestre apelou para que sejam "tamponadas portas e janelas" e "colocados sacos de areia nas zonas das portas, para evitar a inundação das casas" em zonas de risco. Mas também pediu que sejam tamponadas, nomeadamente, "as zonas de escoamento das águas pluviais".

"É crítico que as populações tenham uma postura e uma conduta de segurança, minimizando o risco", notou o comandante nacional da Proteção Civil, na véspera de uma noite "que se espera que seja aquela em que teremos mais precipitação", segundo as previsões do IPMA.

Alertou, neste sentido, que os principais riscos nas próximas horas se relacionam com a possibilidade de "inundações em áreas urbanas, cheias e deslizamentos de terras". Além disso, referiu que "o piso rodoviário" poderá estar "extremamente escorregadio e, eventualmente, obstruído por quedas de árvores", razões que fazem com que a "circulação à noite" se torne "particularmente perigosa" - tendo apelado, por isso, a uma condução "extremamente defensiva".

Sobre o caso específico de Alcácer do Sal, Mário Silvestre indicou que está a ser avaliada a possibilidade de efetuar a "evacuação de algumas residências, nomeadamente de pessoas com mais dificuldades ou de mais idade".

Ao final da tarde de quarta-feira, segundo o responsável, permaneciam ativados 79 planos municipais de emergência, bem como cinco distritais (Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Leiria e Lisboa). E no que diz respeito a cheias, havia registo de 4.013 ocorrências, que tinham envolvido até então cerca de 13 mil operacionais, acompanhados de mais de cinco mil meios terrestres.

Até ao momento da conferência de imprensa, contabilizavam-se ainda 53 desalojados na sequência do mau tempo e mais 132 de forma preventiva, que são residentes de um lar em Coruche. Em Leiria, existem "145 pessoas que estão a ser apoiadas [pelas autoridades competentes] e, em Castelo Branco, 53".

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