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Preços dos medicamentos vão subir "mais tarde ou mais cedo" em Portugal por pressão dos EUA

Custos de produção e inflação poderão levar ao aumento dos preços dos medicamentos
Custos de produção e inflação poderão levar ao aumento dos preços dos medicamentos Direitos de autor  Banco de Imagens
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De Inês dos Santos Cardoso
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Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, o presidente da APIFARMA disse que a subida dos medicamentos é "inevitável". Referiu, ainda, que a APA é o "maior bloqueador do desenvolvimento empresarial e industrial".

Os preços dos medicamentos em Portugal vão ter de subir "mais tarde ou mais cedo", segundo o presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), João Almeida Lopes. Em causa está a inflação e a pressão política dos EUA para que os preços europeus se aproximem dos norte-americanos.

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Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, João Almeida Lopes explica que os efeitos da guerra no Médio Oriente já se fazem sentir no preço dos transportes, bem como dos plásticos, vidros e alumínios. Os medicamentos, que integram uma cadeia crítica de abastecimento, deverão ser os próximos a acarretar os efeitos do conflito.

João Almeida Lopes observa que, de forma pontual, podem ocorrer roturas de abastecimento de medicamentos e, com isso, " os reguladores vão ter de admitir mexidas nos preços mais rapidamente para evitar desabastecimento". Historicamente, os medicamentos, e especialmente os inovadores, têm sido vendidos na Europa a preços inferiores aos praticados nos Estados Unidos.

Apesar da diversidade de medicamentos disponíveis no mercado e de regiões de produção, o presidente da APIFARMA considera que a cadeia de valor vai conseguir alguma resiliência, evitando aumentos bruscos de preços. Contudo, indica que a subida dos preços dos medicamentos é mesmo "inevitável".

Presidente da República quer criar Pacto para a Saúde

João Almeida Lopes saudou, ainda, a iniciativa do Presidente da República de criar um Pacto para a Saúde, salientando que, até então, tem havido "demasiada ideologia e pouca gestão". Como exemplo dessa falta de gestão, o presidente da APIFARMA aponta o CEO para a saúde, que considera que não está a cumprir a função que devia assumir: "A ministra acaba por fazer o papel do CEO que não devia fazer".

A APIFARMA está a ponderar entregar a gestão de resíduos de medicamentos e embalagens, um sistema criado pela indústria há 25 anos através da Valormed, ao Governo.

Relativamente à licença concedida para o tratamento de materiais como seringas, canetas injetáveis e agulhas, João Almeida Lopes diz não concordar com a mesma. Em causa estão as metas definidas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que João considera inalcançáveis, bem como as multas daí recorrentes.

De acordo com o presidente da APIFARMA, a APA é o "maior bloqueador do desenvolvimento empresarial e industrial em Portugal". A APA também pretende entregar à indústria farmacêutica a recolha de medicamentos e de outros materiais nos veterinários, no âmbito de uma licença para a criação de uma empresa de gestão de resíduos.

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