Ativistas dos direitos humanos em protesto antes de reunião UE-Turquia

Membros de organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram-se, em Bruxelas, contra a detenção de ativistas na Turquia por alegada ligação a terroristas.
O secretário-geral da Amnistia Internacional (AI), Salil Shetty, foi recebido pela chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini.
“Este é um momento decisivo para a sociedade civil na Turquia e é um momento decisivo para a comunidade internacional na sua relação com a Turquia. Essas relações precisam mudar e os nossos colegas da comunidade dos direitos humanos na Turquia devem ser libertados e apoiados”, disse, à euronews, John Dalhuisen, diretor regional da AI para a Europa e Ásia Central.
On behalf of 895,000
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Avaaz campaigners, I urgedFedericaMog</a> today to keep up pressure on <a href="https://twitter.com/hashtag/Turkey?src=hash">#Turkey</a> to <a href="https://twitter.com/hashtag/FreeRightsDefenders?src=hash">#FreeRightsDefenders</a>! <a href="https://t.co/6R7GaYrZhs">pic.twitter.com/6R7GaYrZhs</a></p>— Salil Shetty (
SalilShetty) July 25, 2017
Federica Mogherini ouviu a organização antes de receber o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlüt Çavuşoğlu, com o qual vai analisar a relação bilateral.
Na véspera, outro membro do executivo europeu tinha mostrado preocupação pela deriva autoritária do Presidente Recep Tayyip Erdogan.
“O país está, por assim dizer, a afastar-se dos valores europeus e isso terá, certamente, um impacto no relacionamento específico que a Turquia espera ter no futuro com a União Europeia”, disse Johannes Hahn, comissário europeu para o Alargamento.
Numa semana, a Amnistia Internacional e a Avaaz recolheram quase 900 mil assinaturas a pedir o fim dos processos contra colegas de várias organizações, dos quais sete estão na prisão.