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ONG pedem ação urgente para resolver a crise dos refugiados

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Direitos de autor رويترز
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De  Teresa Bizarro
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No Dia Internacional dos Refugiados, as organizações apelas a uma solução urgente para um drama que só tem comparação com o que aconteceu nas guerras mundiais

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A crise dos refugiados tem entrada garantida nos manuais de história, antropologia e sociologia. Empurrados pelo clima, pela guerra; perseguidos pelas ideias políticas ou pelas práticas religiosas, milhões de pessoas são obrigadas a fugir em todo o mundo. Metade são crianças.

Jan Egeland, Secretärio-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados, diz que existem agora mais de 70 milhões de refugiados e deslocados em todo o mundo. "Não tinhamos números destes desde a segunda guerra mundial. É um alarme para os líderes mundiais," afirma acrescentando que são os países menos ricos da Europa que estão a aguentar o peso da crise migratória. Para Egeland, o facto desmente "a ideia de que estamos a ser invadidos por refugiados. A realidade não podia ser mais distante disso. A maior parte dos países europeus não tem refugiados ou deslocados."

O fluxo de refugiados atingiu máximos em 2015. A resposta europeia, liderada pela Alemanha de Merkel foi irregular e afetada pelas divergências internas. Nora Hofstetter, coordenadora regional da Seawatch, lembra que "a imigração sempre fez parte da sociedade. O ser humano é migrante e não vai parar agora. Por isso, a ideia de conseguir isolar a Europa enquanto o mundo vive uma catástrofe climática, num mundo tão desigual, simplesmente não funciona".

A entrada de imigrantes na Europa pode ter diminuido nos últimos anos, mas a chegada massificada em 2015 teve um impacto que ainda não foi ultrapassado. A União Europeia mantém-se como há quatro anos: profundamente dividida.

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