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Cerveja como "ponte" de diálogo entre comunidades belgas

Cerveja como "ponte" de diálogo entre comunidades belgas
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De  Isabel Marques da SilvaStefan Grobe
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O maior grupo cervejeiro da Bélgica providenciou a bebida que serviu de pretexto para conversas entre as duas comunidades do país, ao longo da fronteira, numa experiência coordenadas por Dave Sinardet, investigador em Ciência Política na Universidade Livre de Bruxelas.

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Quem diz cerveja, diz Bélgica, o maior exportador europeu desta bebida. Mas também pode ser uma das melhores pontes de diálogo entre as comunidades flamenga (região norte da Flandres) e francófona (região sul da Valónia), num país onde paira a sombra do separatismo e que está há três meses a tentar formar governo.

O maior grupo cervejeiro do país, InBev, providenciou uma versão não alcoólica para as conversas ao longo da fronteira, coordenadas por Dave Sinardet, investigador em Ciência Política na Universidade Livre de Bruxelas.

"As pessoas foram colocadas como se fossem políticos a conversar numa mesa para encontrar um compromisso sobre uma série de questões importantes. Claro que as pessoas selecionadas não são representantes oficiais nem dos flamengos nem dos francófonos. São reuniões para perceber que há dificuldades para encontrar um compromisso", explicou o investigador em entrevista à euronews.

Questões políticas e económicas podem ser talvez mais tensas, mas a euronews quis saber se haverá elementos que contribuam para uma espécie de cidadania belga.

"Todos gostamos muito de comida. Penso que é algo que nos une, a paixão pela comida. Eu não sou fã de futebol, mas penso que muitos belgas são. As opiniões podem diferir, mas não é só por sermos flamengos ou valões", disse Debby, uma das participantes.

Talvez a bebida nacional possa ajudar a celebrar, em breve, a formação de um governo e evitar bater o recorde detido pelo país de 589 dias com um executivo interino.

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