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UE apela à calma mas não condena ataque iraniano

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De  Joao Duarte Ferreira
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A presidente da Comissão Europeia quer um regresso à mesa de negociações a fim de se encontrar uma solução para as tensões entre os EUA e o Irão

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Preocupação e apelos repetidos à contenção mas sem condenar de forma explícita os ataques iranianos contra as bases norte-americanas no Iraque.

"O recurso às armas deve parar agora para abrir espaço ao diálogo. Queremos fazer tudo o que e possível para retomar negociações. Todas as negociações serão poucas", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen esta quarta-feira em Bruxelas.

O primeiro encontro semanal deste ano dos comissários europeus foi dedicado aos desenvolvimentos no Médio Oriente.

O chefe da diplomacia europeia mantém acesa a esperança de que o Irão possa manter-se dentro do acordo nuclear assinado em 2015.

"Estamos em contacto com os nossos colegas a propósito desta situação. Tal como referiu a presidente da Comissão, o acordo nuclear é mais importante do que nunca porque é onde nos reunimos com os russos e os chineses para conversações multilaterais sobre os riscos que enfrentamos", avançou Josep Borrell, o Alto Representante da UE para Política Externa.

Alguns peritos no Médio Oriente aqui em Bruxelas acreditam que a União Europeia poderá ser a solução para se evitar um confronto.

"Um ator importante nisto tudo pode ser a União Europeia... número um, com missões de manutenção da paz no Iraque e, número dois, através de um papel de mediação, em conjunto com a ONU, na contenção da influência iraniana na região de forma a reconstruir a confiança entre os Estados Unidos e o Irão caso isso se torne uma possibilidade no futuro", opina o diretor de investigações do Conselho Europeu de Vizinhança, Samuel Doveri Vesterbye.

A Aliança Atlântica, com sede em Bruxelas, também já apelou ao recuo afirmando que está a acompanhar de perto os desenvolvimentos no Irão.

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