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Covid-19: População de Bruxelas vacinada em lojas e supermercados

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Autoridades de saúde querem aumentar taxas de vacinação na capital belga que não estão a acompanhar o avanço nas restantes regiões do país

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Ir às compras e ser vacinado contra a Covid-19 já é possível, em Bruxelas. Nos supermercados e em lojas da capital belga, os clientes podem receber uma única dose da vacina da Johnson & Johnson em apenas 15 minutos, gratuitamente e sem necessidade de agendamento.

As unidades de vacinação estão disponíveis em diferentes locais da capital belga. O objetivo é impulsionar a taxa de vacinação na cidade, atualmente atrás do resto do país.

"Começámos esta segunda-feira e contabilizámos 92 pessoas em um dia para os dois supermercados onde existem unidades de vacinação. É um bom resultado. Penso que, em quatro semanas de campanha, teremos um resultado positivo", sublinhou, em entrevista à Euronews, Siryn Stambouli, porta-voz do Carrefour Bélgica.

Várias organizações não-governamentais criaram unidades móveis de vacinação com o intuito de chegar às comunidades marginalizadas. Desde maio, vacinaram-se 1700 pessoas através desta iniciativa.

"É importante a aproximação das pessoas e principalmente das populações sem-abrigo e sem documentos, porque a principal prioridade é a morada e a alimentação. Ao aproximarmo-nos delas, conseguimos atingir uma percentagem maior de vacinados entre essas populações", acrescentou Lily Caldwell, da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras.

Neste momento, 70% da população adulta da União Europeia está totalmente vacinada contra a Covid-19. Mas os especialistas alertam que este rácio, anteriormente apresentado como meta para atingir a imunidade de grupo, não é suficiente para afastar, com sucesso, as variantes do vírus.

Acrescentam que se devem fazer os possíveis para vacinar o maior número de pessoas.

"O número mágico não está lá porque antes, no início, falávamos de 40%. Depois foi 70%. Agora parece ser 95%, com a variante Delta que é muito mais transmissível. Mas basicamente, não sabemos. Também temos de considerar a opção de que este vírus vai permanecer connosco, tornando-se endémico, mas cada vez menos virulento", lembrou Lucia Pastore Celentano, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

O mesmo centro insiste que a implantação da vacina deve ser acompanhada de medidas sanitárias, bem como de campanhas de informação para conter a hesitação.

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