Líderes dos 27 decidem sobre estatuto de país candidato para a Ucrânia

Estados-membros estão alinhados sobre estatuto de país candidato à UE para a Ucrânia. Não é de esperar oposição
Estados-membros estão alinhados sobre estatuto de país candidato à UE para a Ucrânia. Não é de esperar oposição Direitos de autor Olivier Matthys/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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Assunto está em destaque na cimeira europeia de dois dias que arranca, esta quinta-feira, em Bruxelas

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O alargamento da União Europeia é um dos pratos fortes da primeira jornada da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, que arranca esta quinta-feira, em Bruxelas.

A Ucrânia está na linha da frente para se juntar aos 27 Estados-membros, custe o que custar.

Na capital belga, os líderes europeus deverão dar "luz verde" à recomendação da Comissão Europeia, para atribuir à Ucrânia o estatuto de país candidato à UE.

Um sinal para Moscovo que é, acima de tudo, simbólico até porque o processo até à integração é bastante longo.

A Ucrânia ainda tem muitos problemas a resolver em matéria de corrupção, de democracia e fraco crescimento.

Mas há quem entenda que o alargamento peca por tardio.

"A Ucrânia deveria ter recebido a perspetiva europeia muito antes, porque é o instrumento mais poderoso para inspirar a democratização", sublinhou, em entrevista à Euronews, Frank Schimmelfennig, professor de política europeia no Instituto Federal de Tecnologia em Zurique.

No encontro não se falará só da Ucrânia.

A Moldávia também deve obter a "luz verde" para o estatuto de país candidato à UE, enquanto à Geórgia se deverá garantir uma "perspetiva europeia", que muitos defenderam nas ruas do país.

Representantes de países dos Balcãs Ocidentais também estarão em Bruxelas. Alguns esperam pela adesão ao bloco há décadas.

Albânia, Macedónia do Norte e Montenegro aprovaram o estatuto da Ucrânia, esperando que o processo dê um impulso aos respetivos dossiers, mas da Sérvia, por exemplo, saem ressalvas.

"Os Balcãs Ocidentais não serão deixados para trás para abrir portas a terceiros, independentemente da situação política. Isso seria um grande erro. Não seria justo", lembrou Ana Brnabić, primeira-ministra da Sérvia.

O país tem feito reformas em nome da integração na família europeia, mas por causa de questões políticas sensíveis, o futuro europeu desta e de outras nações aspirantes à UE continua ensombrado pela dúvida.

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