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Dezenas de mortos após bombardeamentos russos a várias cidades ucranianas, incluindo Kiev

Ataques russos à Ucrânia
Ataques russos à Ucrânia Direitos de autor Evgeniy Maloletka/EVGENIY MALOLETKA
Direitos de autor Evgeniy Maloletka/EVGENIY MALOLETKA
De  Euronews
Publicado a Últimas notícias
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Além de Kiev, onde foi bombardeado o maior hospital pediátrico do país, foram atacadas as cidades de Dnipro, Kryvyi Rih, Sloviansk e Kramatorsk. Há pelo menos 28 mortos e 110 feridos.

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Pelo menos 28 pessoas foram mortas e 110 ficaram feridas depois de mísseis russos balísticos e de cruzeiro terem atingido várias cidades ucranianas esta segunda-feira. Em Kiev, onde se ouviram mais de dez explosões, há registo de pelo menos 17 vítimas mortais e cerca de 50 feridos, após o bombardeamento ao hospital pediátrico Okhmatdyt, o maior da Ucrânia. Foi o mais intenso ataque à capital ucraniana em meses.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, escreveu na rede social X que há pessoas debaixo dos escombros, e o número exato de vítimas ainda é desconhecido.

"A Rússia não pode alegar ignorância sobre o local onde os seus mísseis estão a voar e deve ser responsabilizada por todos os seus crimes.", sublinha Zelenskyy.

"É muito importante que o mundo não se cale sobre este assunto e que todos vejam o que a Rússia é e o que está a fazer.", acrescentou o presidente ucraniano.

O presidente da Câmara Municipal de Kiev, Vitali Klitschko, afirma que o hospital pediátrico de Ohmatdyt ficou seriamente danificado e apela aos residentes para que se dirijam aos abrigos.

Segundo as autoridades de Kiev, os destroços dos mísseis caíram nos distritos de Solomianskyi, Dniprovskyi, Holosiivskyi, Desnianskyi, Darnytskyi e Schevchenkyvskyi. Em toda a cidade, foram danificados edifícios residencias, tendo-se registado incêndios nos distritos de Desnianskyi e Dniprovskyi.

O chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andrii Yermal, disse que o ataque ocorreu numa altura em que muitas pessoas estavam nas ruas da cidade.

Vários canais no Telegram informaram que os mísseis entraram no espaço aéreo ucraniano por volta das 10 horas da manhã desta segunda-feira.

Além de Kiev, foram bombardeadas as cidades de Dnipro, Kryvyi Rih, Sloviansk e Kramatorsk.

De acordo com o presidente ucraniano, a Rússia recorrereu a 40 mísseis de vários tipos.

Nos ataques à luz do dia, as forças de Moscovo utilizaram mísseis hipersónicos Kinzhal, uma das armas mais avançadas do Kremlin, afirmou a força aérea ucraniana. O Kinzhal voa a uma velocidade 10 vezes superior à do som, o que torna difícil a sua interceção. Os edifícios da cidade tremeram com as explosões.

Na região de Dnipropetrovsk, onde se situam as cidades de Dnipro e Kryvyi Rih (terra natal do presidente ucraniano), 11 pessoas morreram e 62 ficaram feridas, com base na última atualização.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter abatido três dos quatro mísseis de cruzeiro lançados sobre as regiões de Zhytomyr e Cherkasy. Não foram registadas vítimas ou danos, escreve o The Kyiv Independent.

Os ataques tiveram lugar na véspera da cimeira da NATO em Washington, a realizar de terça a quinta-feira, e na qual a Ucrânia espera receber dos aliados compromissos de ajuda militar - armas e munições - durante pelo menos mais um ano.

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