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Delegação do Parlamento Europeu marcha ao lado dos manifestantes pró-UE na Geórgia

Manifestantes seguram bandeiras da UE e da Geórgia durante uma manifestação em Tbilisi, 5 de dezembro de 2024
Manifestantes seguram bandeiras da UE e da Geórgia durante uma manifestação em Tbilisi, 5 de dezembro de 2024 Direitos de autor  Pavel Bednyakov/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Pavel Bednyakov/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De Euronews com AP, EBU
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Os protestos começaram devido às eleições parlamentares em outubro, em que a oposição acusou o Sonho Georgiano de ter manipulado o resultado das votações. Porém, assumiram nova dimensão depois da decisão do governo de suspender as negociações de adesão à UE até 2028.

Uma delegação do Parlamento Europeu visitou a Geórgia e marchou com os manifestantes pró-UE nos protestos contra a decisão do governo de suspender as conversações de adesão, que já chegaram à segunda semana.

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Os seis eurodeputados reuniram-se com a presidente pró-ocidental da Geórgia, Salome Zourabichvili, e com os representantes da oposição, da sociedade civil e dos meios de comunicação social.

Os seis membros da delegação eram Rasa Juknevičienė, da Lituânia, Michał Szczerba, da Polónia, ambos do Partido Popular Europeu, Nathalie Loiseau e Bernard Guetta, de França, do grupo Renew Europe, e ainda Tobias Kremer, da Alemanha, da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, e Reinier van Lanschot, dos Países Baixos, membro dos Verdes/Aliança Livre Europeia.

A polícia estará a recorrer a táticas mais agressivas numa tentativa de reprimir a agitação, tendo sido detidos mais de 400 manifestantes, incluindo líderes e ativistas da oposição, e mais de 100 pessoas foram tratadas por ferimentos.

Mais de 50 jornalistas foram feridos durante os protestos noturnos.

O partido no poder, o Sonho Georgiano, manteve o controlo do parlamento nas eleições renhidas de 26 de outubro, uma votação amplamente vista como um referendo sobre as aspirações da Geórgia à UE.

A oposição acusou o partido no poder de ter manipulado a votação com a ajuda da vizinha Rússia para manter no poder o que chamam de "Sonho Georgiano amigo de Moscovo".

Uma mudança de ênfase

Mas os protestos contra as eleições atingiram uma nova dimensão e estenderam-se para além da capital, Tbilisi, após a decisão do Sonho Georgiano de suspender as negociações de adesão à UE até, pelo menos, 2028.

Esta decisão foi tomada em resposta a uma resolução do Parlamento Europeu que criticava o facto das eleições não terem sido livres nem justas.

O Parlamento Europeu defendeu que as eleições representaram mais uma manifestação do contínuo retrocesso democrático da Geórgia, "pelo qual o partido no poder, o Sonho Georgiano, é totalmente responsável".

A polícia bloqueia uma rua durante um protesto contra a decisão de suspender as negociações com a UE em Tbilisi, 7 de dezembro de 2024
A polícia bloqueia uma rua durante um protesto contra a decisão de suspender as negociações com a UE em Tbilisi, 7 de dezembro de 2024 Pavel Bednyakov/Copyright 2024 The AP. All rights reserved

Os observadores internacionais afirmam terem assistido a casos de violência, suborno e voto duplo nas eleições, o que levou alguns legisladores da UE a exigirem uma repetição do ato eleitoral.

A UE concedeu à Geórgia o estatuto de país candidato em dezembro de 2023, na condição de cumprir as recomendações do bloco, mas Bruxelas suspendeu esse processo no início deste ano após a aprovação de uma controversa lei sobre "influência estrangeira", que foi amplamente vista como um golpe para as liberdades democráticas.

Os críticos também acusaram o Sonho Georgiano de se tornar cada vez mais autoritário e inclinado para Moscovo. O partido aprovou recentemente leis semelhantes às utilizadas pelo Kremlin para reprimir a liberdade de expressão e dos direitos LGBTQ+.

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