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Ucrânia diz que tropas norte-coreanas sofreram pesadas perdas nos combates na região de Kursk

Um soldado russo dispara uma arma contra uma posição ucraniana em Kursk, a 17 de outubro de 2024
Um soldado russo dispara uma arma contra uma posição ucraniana em Kursk, a 17 de outubro de 2024 Direitos de autor  AP/Russian Defense Ministry Press Service
Direitos de autor AP/Russian Defense Ministry Press Service
De Gavin Blackburn com AP, EBU
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É a primeira estimativa significativa da Ucrânia sobre as baixas norte-coreanas, várias semanas depois de Kiev ter anunciado que Pyongyang tinha enviado entre 10.000 e 12.000 soldados para a Rússia, para ajudar o país a combater na guerra.

As tropas norte-coreanas estão a sofrer pesadas perdas nos combates na região russa de Kursk e a enfrentar dificuldades logísticas em resultado dos ataques ucranianos, informaram os serviços secretos militares da Ucrânia, na quinta-feira.

A agência de informação, conhecida pelo acrónimo GUR, afirmou que os ataques ucranianos perto de Novoivanovka infligiram pesadas baixas às unidades norte-coreanas.

As tropas norte-coreanas também enfrentam problemas de abastecimento e escassez de água potável.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou no início desta semana que 3.000 soldados norte-coreanos foram mortos ou ficaram feridos nos combates em Kursk.

Esta foi a primeira estimativa significativa de baixas norte-coreanas efetuada pela Ucrânia, várias semanas depois de Kiev ter anunciado que Pyongyang tinha enviado entre 10.000 e 12.000 soldados para a Rússia, para ajudar o país a combater na guerra.

Em agosto, as forças ucranianas lançaram uma incursão na região de Kursk, o que constituiu um golpe significativo para o prestígio da Rússia e obrigou o país a deslocar algumas das suas tropas presentes no leste da Ucrânia, onde estava a levar a cabo uma ofensiva lenta.

O exército russo conseguiu recuperar algum território na região de Kursk às forças ucranianas, mas não conseguiu repeli-las totalmente.

A divulgação das baixas ocorreu num momento em que a administração Biden tem vindo a pressionar para enviar o máximo de ajuda militar possível à Ucrânia antes da tomada de posse do presidente eleito Donald Trump, em janeiro.

No seu discurso noturno de quinta-feira, Zelenskyy confirmou que Washington estava a aumentar a ajuda militar a Kiev, mas sem indicar um número concreto.

"É muito importante que os Estados Unidos estejam atualmente a aumentar os fornecimentos. Isto é necessário para equilibrar a situação. Estou grato aos nossos parceiros. O ritmo dos fornecimentos deve ser tal de modo a perturbar o ritmo dos ataques russos. Precisamos de mais força militar. E de posições fortes para a diplomacia. Cada unidade, cada brigada que assegura isso mesmo aproxima-nos da possibilidade de uma paz normal", referiu ainda

Trump há muito que critica o montante da ajuda militar que os EUA enviam à Ucrânia e essa posição tem suscitado receios entre a Ucrânia e os seus aliados de que ele possa interromper o fluxo de financiamento quando chegar à Casa Branca.

O lançador múltiplo de foguetes Solntsepyok do exército russo dispara contra posições ucranianas em Kursk, 13 de novembro de 2024
O lançador múltiplo de foguetes Solntsepyok do exército russo dispara contra posições ucranianas em Kursk, 13 de novembro de 2024 AP/Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia

Ataques com mísseis Oreshnik

Entretanto, o presidente Vladimir Putin ameaçou que a Rússia poderia voltar a atacar a Ucrânia com o seu novo míssil balístico hipersónico Oreshnik, que foi utilizado pela primeira vez num ataque a Dnipro, a 21 de novembro.

Em declarações aos jornalistas, Putin disse que a Rússia tem apenas alguns mísseis Oreshnik, mas acrescentou que não hesitaria em utilizá-los na Ucrânia.

"Não temos pressa em utilizá-los, porque são armas poderosas destinadas a determinadas tarefas", afirmou, acrescentando: "Mas não excluímos a sua utilização hoje ou amanhã, se necessário."

Putin disse ainda que a Rússia lançou a produção em série da nova arma e reafirmou a existiência de um plano para enviar alguns dos mísseis Oreshnik para o aliado do país, a Bielorrússia.

Putin afirmou ainda que a Rússia está a tentar pôr fim ao conflito na Ucrânia e que a Eslováquia se ofereceu para ser uma plataforma para possíveis conversações de paz.

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